A precária estrutura física do Hospital Bom Jesus, em Congonhas (MG), monopolizou as discussões na Câmara na 3ª sessão da Legislatura na manhã de ontem (25). Na semana passada, o Vereador Igor Souza (PL) comentou que o “atendimento estava uma zona” e classificou como caótica a situação enfrentada sinalizando que a administração já deve planejar a construção de um novo hospital para atender a demanda crescente não somente de Congonhas mas da micro regional que chega a 120 mil habitantes. A prefeitura investe cerca de R$ 60 milhões ao ano na instituição.
Gilmar Seabra, enviou uma correspondência salientando que devido ao acúmulo do trabalho na pasta de saúde estaria adiando sua ida a Câmara. A data da convocação ficou acertada para dia 11 de março onde ele será sabatinado sobre a saúde e o Hospital Bom Jesus.
Hospital Bom Jesus
O Líder do Governo, o Vereador Koelhinho (PV), citou que grande parte dos problemas poderiam ter sido levantados na transição. “Infelizmente não houve uma transição com troca de informações. Na última hora trocaram secretários, mudaram diretores para embaraçar a transição. Mas o atual governo está superando este momento de início de gestão. Sabemos que precisamos de um novo hospital. Congonhas vai evoluir”.
O Vereador Heli Piu (Solidariedade) considerou que a pressão exagerada em torno do novo secretário de saúde. “A área é complexa e o secretário chegou agora. Precisa de tempo para ajudar. Vemos que o problema do Bom Jesus é uma bomba relógio. O pessoal internado é em sua maioria todo de fora e não há vagas para os nossos congonhenses. Precisamos dar prioridades ao novo povo”.
O Vereador Igor Souza sugeriu que Congonhas deixe ser micro região e passe a macro, desvinculando de Barbacena. “Todos dias têm ambulâncias de diversas cidades da região. O Hospital não comporta mais a cidade e não tem mais espaço para crescer. A situação é caótica. Claro que eu não estou aqui para atribuir a culpa ao Prefeito, mas ele que pode resolver essa situação. Quando eu cobro por mais acesso ao secretário é para informar ao cidadão. Existe a cobrança de plenário e vou exercer meu mandato assim. Nada contra o secretário, mas preciso cobrar. Quero contribuir através do diálogo mas não posso ficar no vácuo ou ser ignorado”, discorreu em tom mais exaltado.
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Robertinho, fez também críticas a falta de acesso as informações e Câmara fez uma convocação da Secretária de educação, Marcilane Cássia, que estará na próxima quinta-feira (27) na sessão do Legislativo. “O secretário não passa pela urna, ele é escolhido”, citou. Koelhinho encerrou os debates pedindo bom senso em torno da pasta da saúde. “A gente sabe que o hospital está em um colapso, mas precisamos de tempo para consertar tudo que herdamos. As coisas vão mudar para melhor”.
Clima mais quente
Em certo momento da reunião, o clima esquentou entre o líder do Governo e Igor Souza em torno da data da convocação do Secretário Gilmar Seabra. Igor insistiu que seria nesta quinta-feira (27). Já Koelhinho pediu um tempo para a preparação e organização do material a ser apresentado pela pasta. “Sou do diálogo e nunca votei como senhor em requerimento de meus colegas. Tudo que é para apuração sou favor”, cutucou o líder. O embate entre as duas lideranças terá longos capítulos durante a legislatura e promete. Igor chegou a desafiar as pessoas que o acusam de transformar o Hospital Bom Jesus em cabide e empregos.