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Estudantes que fizeram o Enem recebem ótima notícia: estão abertas, a partir desta segunda, 19 de Janeiro, as inscrições para o Sisu 2026 com mais de 274 mil vagas

Até 23 de janeiro, candidatos podem se inscrever de graça no Portal Único usando notas do Enem 2023, 2024 ou 2025 e acompanhar o resultado em 29 de janeiro

As inscrições do Sistema de Seleção Unificada, o Sisu 2026, começaram nesta segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, e seguem até 23 de janeiro, com participação gratuita e exclusivamente online. De acordo com o Ministério da Educação, podem concorrer os candidatos que fizeram uma das três últimas edições do Enem e que atendem aos requisitos do processo seletivo.

O calendário é curto e costuma gerar ansiedade porque a disputa acontece em tempo real, com notas de corte que variam ao longo do período de inscrição. Segundo o MEC, a seleção reúne vagas principalmente de universidades e institutos federais, sendo uma das principais portas de entrada para a graduação pública no país.

A movimentação é ainda maior porque as notas do Enem foram disponibilizadas em 16 de janeiro, abrindo o caminho para que muitos estudantes avaliem rapidamente as chances e ajustem a estratégia. A recomendação, de forma geral, é conferir com atenção curso, campus, turno e modalidade de concorrência antes de confirmar a inscrição.

A edição de 2026 também chega com regras mais amplas no uso das notas e com mudanças que o governo afirma buscar mais transparência e melhor aproveitamento das vagas. Para quem esperava uma “boa notícia” depois do Enem, o ponto central é que o sistema passa a trabalhar com mais de um resultado do candidato, quando ele participou de diferentes edições.

Inscrições do Sisu 2026 começam hoje e devem ser feitas no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior

O MEC informa que as inscrições são feitas somente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, sem cobrança de taxa. O prazo termina em 23 de janeiro, então o estudante precisa se organizar para escolher as opções dentro do período oficial.

O sistema permite selecionar cursos e instituições, e a classificação considera o desempenho no Enem conforme as regras desta edição. Na prática, isso afeta tanto quem fez apenas uma prova quanto quem tem histórico de participação em anos diferentes e quer disputar a melhor chance.

Outra informação importante é que o resultado da chamada regular está marcado para 29 de janeiro de 2026, conforme divulgado pelo MEC. A partir daí, entram as orientações de matrícula e, para quem não for selecionado de primeira, a possibilidade de lista de espera.

Recorde de vagas amplia a disputa em universidades e institutos federais

Em 2026, o Sisu alcança a maior edição já anunciada, com mais de 274 mil vagas distribuídas em 7,3 mil cursos e presença em 587 municípios, segundo o Ministério da Educação. A lista inclui 136 instituições públicas, o que amplia o alcance regional do programa.

Entre as instituições com mais oportunidades, o MEC destaca a UFRJ com 9.120 vagas, seguida por UFF com 8.931UFPB com 8.005 e UFPE com 7.477. Na oferta de cursos, Pedagogia aparece como o curso com mais vagas no país, à frente de Administração, Matemática e Ciências Biológicas.

Licenciaturas ganham impulso com a bolsa do Pé-de-Meia Licenciaturas

Um dos focos da edição é o conjunto de vagas em licenciaturas presenciais. O MEC afirma que são mais de 73 mil vagas destinadas a esse tipo de graduação, o que reforça a tentativa de atrair estudantes para a formação de professores.

A principal novidade associada a esse recorte é o Pé-de-Meia Licenciaturas, com incentivo mensal de R$ 1.050. Desse valor, R$ 700 podem ser sacados e R$ 350 ficam em uma poupança, com liberação vinculada ao ingresso do beneficiário como professor na rede pública em até cinco anos após concluir o curso, conforme regras do programa no site do MEC.

Para ter direito ao incentivo, o estudante precisa cumprir requisitos como média igual ou superior a 650 pontos no Enem, aprovação pelo Sisu e matrícula em licenciatura presencial, além de realizar a inscrição específica no programa. A orientação oficial é conferir os critérios antes de contar com o valor no planejamento financeiro da graduação.

O tema costuma gerar debate porque envolve prioridade de política pública e orçamento, ao mesmo tempo em que tenta responder a um problema real de falta de professores em algumas áreas. Para parte dos estudantes, o incentivo ajuda a viabilizar a permanência no curso; para outros, ainda falta clareza sobre como garantir que a medida se traduza em carreira docente e melhoria na educação básica.

Notas de três edições do Enem entram no cálculo e o sistema escolhe a melhor automaticamente

A partir do Sisu 2026, a classificação pode considerar as notas do Enem de 2023, 2024 e 2025, quando o candidato participou dessas edições. Segundo o MEC, o próprio sistema seleciona automaticamente a nota que gera a melhor média ponderada de acordo com o curso escolhido, levando em conta também as modalidades de concorrência.

Em caso de empate, a regra informada é usar a edição em que o candidato obteve maior nota na disciplina com maior peso para o curso. Além disso, é necessário ter nota acima de zero na redação, e candidatos que fizeram o Enem como treineiros não podem usar a pontuação para concorrer no Sisu.

Essa mudança tende a beneficiar quem fez o Enem mais de uma vez e melhorou o desempenho, mas também pode confundir quem esperava escolher manualmente qual edição usar. Por isso, acompanhar a pontuação e entender os pesos do curso escolhido continua sendo parte essencial da estratégia para não perder uma oportunidade por detalhe.

Lei de Cotas e ações afirmativas continuam valendo e exigem atenção no cadastro

O Sisu mantém as regras da Lei de Cotas, com reserva de vagas para estudantes que cursaram o ensino médio em escola pública, além de recortes previstos em lei. O MEC também reforça que as instituições podem adotar ações afirmativas próprias, o que amplia as modalidades de concorrência dependendo da universidade.

Durante a inscrição, o candidato precisa preencher um cadastro socioeconômico e selecionar as modalidades para as quais tem direito, seguindo os critérios exigidos. Erros nessa etapa podem virar dor de cabeça na matrícula, então vale conferir cada informação antes de finalizar.

Se você está se inscrevendo, o que acha mais justo, o sistema escolher automaticamente a melhor nota ou o candidato deveria decidir qual edição usar? Conte nos comentários se essas mudanças ajudam de verdade quem vem da escola pública ou se ainda faltam ajustes para deixar a disputa mais clara e equilibrada.

FONTE: CLICK PETRÓLEO E GÁS

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