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Montadora chinesa promete revolução no Brasil com R$ 10 bilhões e mira cidades estratégicas no Sul: fábricas novas, empregos, tecnologia de ponta e produção nacional para exportar SUVs ao mundo já a partir de 2026

Investimento bilionário reposiciona o Brasil no radar global da indústria automotiva chinesa, com planos de expansão produtiva, geração de empregos e aposta em tecnologia híbrida e nacionalização para atender mercado interno e exportações a partir da segunda metade da década.

A montadora chinesa Great Wall Motors (GWM) afirmou que pretende investir cerca de R$ 10 bilhões no Brasil até 2032.

O foco está na ampliação da produção local e no estudo de novas unidades industriais, incluindo cidades consideradas estratégicas no Sul e no Sudeste. A companhia trabalha com um cronograma em etapas.

Aproximadamente R$ 4 bilhões devem ser aplicados até 2026, enquanto o restante ficará concentrado nos anos seguintes.

O plano é apresentado pela empresa como uma aposta de longo prazo no país.

O impacto esperado envolve empregos, cadeia de fornecedores, logística e desenvolvimento tecnológico.

Na prática, a estratégia combina a operação já instalada em São Paulo com a busca por novas áreas que ofereçam acesso eficiente a rodovias, centros consumidores e infraestrutura portuária.

Esse fator é considerado decisivo para quem mira exportações e distribuição regional.

Fábrica em São Paulo marca a entrada da GWM no Brasil

A GWM inaugurou oficialmente, em agosto de 2025, sua fábrica em Iracemápolis (SP). A unidade é considerada a primeira planta produtiva da marca nas Américas.

Segundo informações divulgadas pela própria montadora, a estrutura tem capacidade atual para 50 mil veículos por ano.

A produção já inclui modelos como Haval H6, Haval H9 e a picape Poer P30.

Além da estrutura industrial, a empresa e autoridades federais destacam o vínculo do projeto com a agenda de transição tecnológica do setor automotivo.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que a fábrica foi a primeira habilitada no Programa Mover para produzir veículos híbridos plug-in no Brasil.

O projeto também está associado a metas de nacionalização de componentes.

A projeção divulgada é de 60% de conteúdo nacional até 2026.

A unidade de Iracemápolis é tratada como peça central para transformar o Brasil em uma base produtiva.

A estratégia busca reduzir custos logísticos, encurtar prazos de entrega e criar um ambiente favorável à atração de fornecedores.

Esse movimento é comum quando montadoras chegam ao país com escala e planejamento de longo prazo.

Sul do Brasil entra no radar por logística e estrutura industrial

Ao tratar de novas unidades, a GWM passou a mapear regiões com vantagens logísticas.

O objetivo é integrar de forma eficiente a cadeia automotiva.

O Sul costuma aparecer nesse tipo de análise por reunir polos industriais consolidados.

A região também oferece mão de obra especializada e proximidade relativa com rotas de exportação.

Outro ponto considerado é a conexão com rodovias estruturantes.

O acesso a portos capazes de facilitar o escoamento de veículos e componentes também pesa na decisão.

A empresa indica que a escolha não depende apenas de incentivos fiscais.

Disponibilidade de áreas, capacidade energética, presença de fornecedores e treinamento de pessoal entram no cálculo.

A compatibilidade com a estratégia de produção e distribuição é outro fator decisivo.

Great Wall Motors anuncia investimento de R$ 10 bilhões no Brasil, com novas fábricas, empregos e produção nacional de SUVs voltada à exportação.
Great Wall Motors anuncia investimento de R$ 10 bilhões no Brasil, com novas fábricas, empregos e produção nacional de SUVs voltada à exportação.

Relatos recentes do setor apontam uma disputa entre estados para atrair a próxima fase industrial da montadora.

O desenho final do projeto, no entanto, ainda está em definição.

Espírito Santo avança em negociação para segunda fábrica

Enquanto a GWM mantém abertas as opções no Sul e no Sudeste, um movimento concreto ganhou destaque no Sudeste.

Em janeiro de 2026, o governo do Espírito Santo informou ter assinado um termo de compromisso com a montadora.

O acordo prevê o início das etapas técnicas e institucionais para a possível instalação de uma segunda fábrica no estado.

O documento foi firmado durante uma agenda oficial na China.

Segundo a divulgação oficial, o termo não representa autorização imediata para obras.

Ele formaliza apenas o começo do processo de viabilização do projeto. A entrada do Espírito Santo no radar reforça o peso do critério logístico.

O estado possui litoral e estrutura portuária considerada estratégica.

Esses fatores podem reduzir custos de escoamento e ampliar a competitividade em operações voltadas ao mercado interno e à exportação.

Ainda assim, a empresa segue mencionando cidades estratégicas em mais de uma região.

Isso indica que a decisão final dependerá de estudos de viabilidade e negociações locais.

Empregos, fornecedores e tecnologia no centro do investimento

A dimensão econômica do investimento costuma ser traduzida, no curto prazo, pela geração de empregos.

Outro efeito esperado é a instalação de fornecedores no entorno das plantas industriais.

No caso da unidade paulista, o governo federal informou que a operação prevê criação de postos de trabalho ao longo da implementação.

Great Wall Motors anuncia investimento de R$ 10 bilhões no Brasil, com novas fábricas, empregos e produção nacional de SUVs voltada à exportação.
Great Wall Motors anuncia investimento de R$ 10 bilhões no Brasil, com novas fábricas, empregos e produção nacional de SUVs voltada à exportação.

O projeto também foi associado à formação de uma cadeia produtiva com maior participação nacional.

A montadora apresenta a fábrica como plataforma para transferência tecnológica.

O discurso inclui modernização produtiva e processos industriais automatizados.

Esse tipo de estrutura exige capacitação de equipes e desenvolvimento de engenharia local.

A adaptação de fornecedores a padrões globais de qualidade também faz parte do processo.

Outro ponto de destaque é a tentativa de conciliar crescimento industrial com eletrificação.

Híbridos e elétricos avançam no mercado brasileiro, mas ainda enfrentam desafios.

Custos, rede de assistência e estrutura de recarga seguem como entraves.

Ao apostar em produção local e nacionalização de componentes, a empresa busca reduzir parte dessas barreiras no médio prazo.

Produção nacional mira exportação de SUVs

A produção no Brasil voltada a outros mercados aparece como um dos pilares do plano.

Investimentos desse porte tendem a reorganizar rotas de fornecimento. Eles também atraem sistemistas e ampliam a previsibilidade de produção.

Essas condições são consideradas essenciais para viabilizar exportações a partir do país. O movimento ocorre em um contexto mais amplo de expansão chinesa no Brasil.

Nos últimos anos, empresas do país asiático ampliaram investimentos em setores como energia, telecomunicações e infraestrutura.

No setor automotivo, esse avanço costuma vir acompanhado de disputas regionais por fábricas e projetos de qualificação profissional.

Cada nova planta tem potencial para induzir cadeias produtivas inteiras ao redor.

Com a perspectiva de exportar SUVs e fortalecer a produção nacional, a definição do próximo local se torna estratégica.

A decisão final pode redesenhar o mapa industrial brasileiro nos próximos anos.

Quais estados conseguirão reunir as condições mais sólidas para se tornar a próxima base da estratégia da GWM no Brasil?

FONTE: CLICK PETRÓLEO E GÁS

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