×

Pequena comunidade com menos de 15 mil habitantes desponta como novo destino em Minas Gerais

Entre morros, estradas de terra e horizontes longos, Milho Verde surge como um daqueles vilarejos que parecem ter parado no tempo, mas seguem mudando rápido: o distrito mineiro mistura rotina desacelerada, paisagens marcantes, histórias antigas e uma cultura cheia de detalhes que hoje atraem viajantes em busca de experiência, descanso e conexão com a vida simples.

Onde fica Milho Verde e qual é a história do nome do distrito?

Milho Verde é um distrito do município de Serro, em Minas Gerais, a cerca de 24 quilômetros da sede, na Serra do Espinhaço. Com poucos habitantes e um ritmo de vida tranquilo, preserva ruas estreitas, casas baixas e conversas na porta, criando um clima de interior que conquista quem busca desacelerar.

O nome curioso remete ao início do século XVII, quando a região se formava com pequenos arraiais ligados à mineração. Segundo a tradição oral, bandeirantes teriam encontrado ali apenas milho ainda verde para comer, episódio que marcou a memória do grupo e acabou batizando o lugar de forma definitiva.

Como Milho Verde passou do garimpo ao turismo de natureza e cultura?

Por muito tempo, a economia de Milho Verde girou em torno do garimpo e da roça, em um trabalho pesado e sujeito às oscilações da mineração. Com o enfraquecimento dessa atividade, a comunidade precisou reinventar suas fontes de renda e olhar de outro jeito para o que sempre esteve ao redor.

Natureza preservada, clima serrano, construções antigas e costumes locais passaram a sustentar pousadas, serviços de guia, experiências culinárias e produção artesanal. O distrito hoje recebe visitantes do Brasil e do exterior, incluindo alemães que buscam um modo de vida mais calmo e integrado ao ambiente natural.

Quais histórias e símbolos marcam as igrejas e o casario de Milho Verde?

Ao caminhar pelo distrito, a história aparece no traçado das ruas e nas construções coloniais, em especial na Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres. Ligada ao batismo de Chica da Silva, que viveu na região antes de seguir para Diamantina, a igreja conecta o pequeno vilarejo a um personagem central do período colonial brasileiro.

No alto de uma colina, a Capela de Nossa Senhora do Rosário, feita em madeira e barro, se destaca pela simplicidade e pelo peso afetivo. Sua imagem recortada contra o céu virou cartão-postal, atraindo quem se interessa por fotografia, arquitetura tradicional, devoção popular e pelo diálogo entre fé e paisagem serrana.

Dicas importantes para o visitante melhor aproveitar
Dicas importantes para o visitante melhor aproveitar

Quais são os destaques das cachoeiras e do Monumento Natural em Milho Verde?

Nas áreas naturais, a Cachoeira do Lajeado é um dos atrativos mais conhecidos, acessível por trilha de baixa dificuldade a partir do centro. As quedas d’água, poços para banho e formações rochosas típicas da Serra do Espinhaço fazem parte da experiência de quem busca contato direto com o ambiente.

A cachoeira integra o Monumento Natural Várzea do Lajeado e Serra do Raio, criado em 2011, com cerca de 2.199 hectares e foco em conservação. Nessa unidade de conservação, visitantes encontram um conjunto de elementos que ajudam a entender a região em diferentes camadas:

  • Sete cachoeiras catalogadas, com trilhas guiadas para visitação responsável.
  • Poços de diferentes profundidades, usados para banho e contemplação.
  • Formações rochosas que revelam a história geológica da Serra do Espinhaço.
  • Sítios arqueológicos que indicam presença humana antiga na região.

As melhores rotas para chegar em Milho Verde

OrigemComo chegarDistância / Tempo médioObservações importantes
Belo Horizonte (MG)🚗 Carro (MG-010)
🚌 Ônibus até Serro + táxi
Aproximadamente 252 km
Cerca de 5h12 de viagem
Rota mais usada e recomendada.
Trecho final possui estrada de terra.
Rio de Janeiro (RJ)🚗 Carro (BR-040 → MG-010)
✈️ Avião até BH + carro/ônibus
Aproximadamente 696 km
Cerca de 11 horas de carro
Possui pedágios.
Avião até BH é a opção mais confortável.
São Paulo (SP)🚗 Carro (BR-381 → MG-010)
✈️ Avião até BH + carro/ônibus
Aproximadamente 834 km
Cerca de 12 horas de viagem
Rodovia Fernão Dias tem tráfego intenso.
Pedágios ao longo do trajeto.
Chegada a Milho Verde🚗 Carro próprio ou alugado
🚕 Táxi/local a partir do Serro
Cerca de 24 km desde o SerroTransporte público é limitado.
Estradas de terra preservam o clima rústico.

Como o turismo transforma o cotidiano de Milho Verde e por que ir agora?

A vida em torno do fogão a lenha e das comunidades quilombolas mostra como tradição e turismo caminham juntos em Milho Verde. Nomes como a chef Elzinha Nunes, em Serro, e moradoras como Dona Elsa e Dona Geralda, vindas de comunidades quilombolas, mantêm viva uma gastronomia que fala de memória, resistência e afeto, ao mesmo tempo em que ganha valor como patrimônio cultural e fonte de renda.

Com a chegada constante de visitantes, antigas atividades de subsistência dividem espaço com hospedagem, guias, artesanato e quitandas, ampliando oportunidades e fortalecendo a preservação ambiental e histórica. Se você quer conhecer um destino autêntico, que ainda está em transformação e pode mudar sua maneira de enxergar o interior de Minas, planeje sua viagem a Milho Verde agora e viva essa experiência antes que o vilarejo entre de vez no roteiro mais óbvio do turismo brasileiro.FONTE: EM

Receba Notícias Em Seu Celular

Quero receber notícias no whatsapp