Um episódio de maus-tratos a animal registrado em São Sebastião da Vargem Alegre, na Zona da Mata mineira, causou revolta na população e grande repercussão nas redes sociais. O caso, que ficou conhecido como “a mula fumando”, levou a Polícia Militar de Meio Ambiente a agir rapidamente para identificar e responsabilizar os envolvidos. A ocorrência foi registrada na sexta-feira (30 de janeiro de 2026), após denúncias e a ampla divulgação de um vídeo que mostra cenas de crueldade contra uma mula.
Nas imagens, um homem aparece forçando um cigarro aceso na boca do animal, segurando o focinho do muar para obrigá-lo a permanecer com o cigarro, expondo-o à fumaça e ao sofrimento. Em seguida, outro envolvido monta no animal e o conduz normalmente, mesmo diante da situação de maus-tratos. A gravação gerou indignação imediata entre moradores e internautas, que acionaram as autoridades. Diante da denúncia, equipes do Comando de Policiamento Especializado (CPE), do Batalhão de Polícia Militar de Meio Ambiente (BPM MAMB), da 4ª Companhia e do 2º Pelotão de Meio Ambiente se deslocaram até o município para apurar os fatos. Após diligências e levantamentos, dois autores foram identificados.
Segundo a corporação. Um homem de 25 anos foi apontado como o responsável direto pelo abuso, sendo ele quem colocou e forçou o cigarro na boca do animal, caracterizando agressão física e psicológica; o segundo envolvido é um adolescente de 15 anos, proprietário da mula, que permitiu a situação e conduziu o animal, mesmo ciente da prática de maus-tratos.

A Polícia Militar de Meio Ambiente informou que ambos foram responsabilizados legalmente. No caso do menor, os representantes legais foram acionados, cientificados e acompanharam todo o procedimento, conforme determina a legislação. Apesar da violência registrada nas imagens, a equipe policial verificou as condições do animal e constatou que a mula está em boas condições de saúde. A Polícia Militar de Meio Ambiente reforçou que maus-tratos contra animais é crime, sujeito a multa e responsabilização criminal, podendo resultar em detenção e outras penalidades previstas em lei. O caso reacendeu o alerta sobre a importância das denúncias. Segundo a corporação, a participação da população é fundamental para coibir práticas cruéis e garantir a proteção da fauna. O suspeito foi multado em quase R$1,8 mil. Duas pessoas foram presas: o menor é o proprietário do anima e o maior maior que cometeu o abuso físico e mental contra o animal




