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Golpe do pedágio Free Flow disparou: sites falsos cobram Pix e boletos na BR-381, ANTT alerta que não existe boleto automático nem site único, e dá dicas para não cair

Golpe do pedágio cresce com o pedágio Free Flow, sites falsos de pedágio cobram Pix e boletos falsos e a ANTT explica como funciona o pedágio eletrônico oficial.

Atenção, motorista. O golpe do pedágio Free Flow já está em ação na BR-381 e vem usando a própria novidade do sistema para enganar quem passa pela rodovia. Criminosos criam sites falsos, simulam consulta de débitos, geram cobranças por Pix e boletos inexistentes e se aproveitam da falta de informação sobre o pedágio eletrônico sem cancelas para tomar dinheiro de usuários desavisados.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres alerta que não existe boleto automático enviado por correio, nem site único que reúna todos os débitos de pedágio Free Flow. Cada trecho tem sua concessionária e seus próprios canais oficiais. O usuário é quem deve procurar esses canais para consultar e pagar, e não o contrário. Entender como o sistema funciona de verdade é o primeiro passo para não cair no golpe do pedágio.

Como funciona o pedágio Free Flow de verdade

O Free Flow é um modelo de pedágio eletrônico sem cancelas que já funciona em rodovias concedidas no Brasil. Na BR-381 ele está implantado entre Caeté e Governador Valadares, ligando a região central ao leste de Minas Gerais.

Nesse sistema, o  veículo passa pelo ponto de cobrança sem parar. A identificação é feita por câmeras e sensores instalados em pórticos metálicos sobre a pista.

Esses pórticos são sinalizados com placas antes e durante a passagem, avisando claramente que se trata de pedágio eletrônico Free Flow.

Quando o veículo passa, o sistema lê a placa ou a tag e gera a cobrança. Quem tem tag paga automaticamente, quem não tem deve quitar depois, dentro do prazo, diretamente com a concessionária responsável.

No caso da Nova 381, o pagamento pode ser feito em totens instalados em pontos de parada, no site oficial ou no aplicativo da própria concessionária.

Ou seja, o Free Flow traz mais fluidez, segurança e menos filas nas praças de pedágio tradicionais, mas exige que o motorista saiba onde e como pagar para não confundir o procedimento correto com um possível golpe do pedágio.

Como o golpe do pedágio Free Flow está sendo aplicado

A ANTT identificou que golpistas estão usando a imagem do Free Flow como isca. A fraude mais comum do golpe do pedágio envolve sites falsos que se passam por serviços de consulta de débitos.

O roteiro é simples. O motorista encontra uma página que parece oferecer pesquisa de pedágios, informa a placa do veículo e, em seguida, recebe uma cobrança que se apresenta como pedágio em atraso.

Essa cobrança vem acompanhada de uma chave Pix ou de um boleto com pedido de pagamento imediato.

O problema é que o valor não existe e o pagamento vai direto para a conta do criminoso, não para a concessionária.

Há também casos em que boletos falsos são enviados por correio ou e-mail, com dados pessoais ou do veículo usados de forma irregular para dar aparência de legitimidade. Em todos os casos, o objetivo é o mesmo.

Criar a impressão de que se trata de uma cobrança oficial e acelerar o pagamento, antes que a vítima tenha tempo de conferir se a cobrança é verdadeira.Play Video

Enquanto isso, muita gente acredita estar regularizando o pedágio e, na prática, está apenas alimentando o golpe do pedágio.

O que a ANTT diz sobre boletos, sites e cobranças

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Para reduzir o espaço de atuação dos golpistas, a ANTT reforça algumas informações essenciais. Não há envio automático de boletos físicos relacionados ao pedágio Free Flow, nem por correio nem por e-mail. Se um boleto chega do nada, especialmente com pressa para pagar, o primeiro reflexo deve ser desconfiar.

Outro ponto importante é que não existe um site único que concentre todos os débitos de pedágio de todas as rodovias e concessionárias.

Cada trecho de rodovia concedida tem sua administração, com site próprio, aplicativo oficial e canais específicos de atendimento.

Se um endereço na internet prometer mostrar todos os pedágios que você tem em qualquer rodovia com uma única consulta, isso é um forte sinal de alerta.

A agência reforça ainda a importância de verificar com cuidado o endereço eletrônico de qualquer página que peça dados de placa ou informações pessoais.

Sites fraudulentos costumam ter erros de digitação, linguagem genérica e URLs estranhas, além de ausência de selos de segurança digital.

Ler com atenção, letra por letra, pode ser a diferença entre pagar um pedágio legítimo e cair em um golpe do pedágio bem armado.

Como pagar o pedágio Free Flow sem cair em golpe

Na BR-381, a concessionária Nova 381 mostra como é o caminho correto para fazer tudo dentro da lei e longe de qualquer golpe do pedágio.

Uma opção é usar os totens instalados em pontos de parada. O procedimento é direto. O motorista para, acessa a tela do totem, escolhe a opção de consulta pela placa, digita a placa, visualiza a lista de pendências reais daquele  veículo naquele trecho e seleciona o que deseja pagar.

Em seguida, escolhe a forma de pagamento, que pode ser cartão de crédito, cartão de débito ou Pix realizado dentro do próprio sistema oficial da concessionária.

Outra alternativa é o aplicativo oficial da empresa. O usuário baixa o app da Nova 381 nas lojas digitais, cadastra a placa e configura a forma de pagamento.

A partir daí, cada passagem pelo pórtico gera uma cobrança automaticamente registrada no aplicativo, sem necessidade de clicar em links recebidos por terceiros. Tudo acontece no ambiente oficial da concessionária.

Também é possível usar o site oficial. Nesse caso, o mais seguro é digitar o endereço manualmente no navegador ou acessar a partir de um link divulgado em canais oficiais, como perfil verificado da concessionária ou da ANTT.

Depois, o processo é semelhante. O motorista informa a placa, consulta os débitos e realiza o pagamento pelos meios disponibilizados ali.

Em qualquer destas opções, o princípio é o mesmo. Você sempre parte da concessionária para fazer o pagamento e nunca segue atalhos criados por golpistas.

Dicas práticas para não cair no golpe do pedágio

Para se proteger do golpe do pedágio Free Flow, algumas atitudes simples fazem toda a diferença. Receber um link por mensagem dizendo que você tem pedágio em atraso não significa que a cobrança seja real.

Nessa situação, a melhor atitude é ignorar o link, fechar a mensagem e, se tiver dúvida, ir direto ao site ou aplicativo da concessionária da rodovia pela qual você passou.

Se alguém oferecer um serviço que promete mostrar todos os seus pedágios em qualquer rodovia em um só lugar, vale lembrar que a própria ANTT já afirmou que não há um site único com essas informações reunidas. Essa promessa de facilidade, na verdade, costuma ser a porta de entrada do golpe.

Antes de pagar qualquer boleto, é importante conferir quem é o beneficiário, qual é o CNPJ e se o nome corresponde à concessionária responsável pelo trecho.

No caso de Pix, é fundamental desconfiar de chaves aleatórias ligadas a CPFs, e-mails ou números desconhecidos. O canal oficial da empresa, seja ele site, app ou totem, é sempre a referência mais segura.

Assim como em outros golpes, detalhes de português, logotipo e endereço podem denunciar a fraude. Erros grosseiros de ortografia, marcas distorcidas e URLs estranhas são pistas de que aquele conteúdo pode fazer parte de um golpe do pedágio e não de uma cobrança legítima.

Em caso de dúvida, o melhor é não pagar nada antes de checar a informação diretamente com a concessionária.

Free Flow é seguro ou virou sinônimo de golpe do pedágio?

O sistema Free Flow, por si só, não é golpe. Ele foi desenvolvido para trazer mais comodidade, mais fluidez no trânsito, mais segurança e menor consumo de combustível, justamente porque elimina a necessidade de parar em praças físicas de pedágio.

A tecnologia dos pórticos com câmeras e sensores funciona como uma evolução da forma de cobrar pelo uso da rodovia.

O problema está na brecha criada pela desinformação e pela pressa. Sempre que surge uma novidade tecnológica, golpistas tentam encontrar um jeito de usá la a seu favor. Com o Free Flow não foi diferente.

O golpe do pedágio Free Flow não está na estrutura metálica sobre a pista, mas nos sites falsos, nas mensagens enganosas e nos boletos criados por quem quer explorar a falta de conhecimento do usuário.

Por isso, a combinação ideal é aproveitar as vantagens do sistema, seguir as orientações da ANTT, usar apenas os canais oficiais das concessionárias e desconfiar sempre de atalhos fáceis demais para pagar.

Assim você roda com tranquilidade, mantém o pedágio em dia e não cai em mais um golpe que se aproveita da rotina de quem usa a estrada.

E você, já recebeu link, boleto ou mensagem suspeita cobrando pedágio Free Flow ou conhece alguém que quase caiu nesse tipo de golpe do pedágio?

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