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Monza está de volta! Chevrolet ressuscita queridinho dos brasileiros com nova cara, motor turbo e consumo de 21 km/l, mas tem um detalhe que vai frustrar muita gente por aqui

Um sedã vendido fora do Brasil reacende a memória afetiva do Monza ao associar o nome histórico a números de consumo divulgados no exterior, em um contexto de eletrificação leve, mudanças de mercado e comparação com híbridos já disponíveis no país.

O nome Monza, que marcou uma geração de motoristas no Brasil, voltou a aparecer em reportagens e redes sociais por causa de um sedã vendido fora do país que registra consumo próximo de 21 km/l em medições divulgadas no exterior.

O modelo, no entanto, não representa um retorno da produção nacional nem uma reedição direta do veículo comercializado no Brasil nas décadas de 1980 e 1990.

Trata-se de um projeto desenvolvido e fabricado na China, com foco em eficiência energética e tecnologias atuais.

Atualmente, o Monza é produzido pela joint venture SAIC-GM e comercializado no mercado chinês como um sedã compacto-médio.

Em versões mais recentes, o carro passou a contar com sistema híbrido leve, combinação que contribuiu para a repercussão em torno do consumo divulgado em materiais técnicos e em reportagens especializadas.

Apesar do uso do nome histórico, o modelo não integra o portfólio da Chevrolet no Brasil.

Ainda assim, os números associados ao desempenho energético reacenderam o debate sobre o avanço da eletrificação e seus efeitos no consumo de combustível.

Monza atual é um projeto exclusivo para o mercado chinês

Embora utilize um nome conhecido dos brasileiros, o Monza atual foi concebido exclusivamente para atender às demandas do mercado chinês.

A Chevrolet vende o sedã na China desde 2019 e, após atualizações de linha, passou a oferecer uma configuração equipada com sistema híbrido leve de 48 volts.

Esse contexto ajuda a explicar por que o carro voltou a ser assunto no Brasil mesmo sem previsão de venda local.

Reportagens publicadas no país repercutem dados divulgados no exterior, que indicam consumo urbano e rodoviário próximo de 21 km/l, além de aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 9 segundos, de acordo com informações atribuídas à fabricante e a medições internacionais.

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Esses números, contudo, não seguem o mesmo protocolo adotado no Brasil pelo Inmetro, o que impede uma comparação direta com veículos vendidos no mercado nacional.

Como funciona o sistema híbrido leve de 48 volts

O sistema mild hybrid, ou híbrido leve, utilizado no Monza atua como suporte ao motor a combustão.

Diferentemente de híbridos plenos, ele não permite que o carro se mova exclusivamente com energia elétrica por longos trechos.Play Video

No caso do Monza chinês, a configuração mais divulgada associa um motor 1.3 turbo ao sistema elétrico de 48V, com potência declarada em torno de 163 cv, além de câmbio automático de dupla embreagem com seis marchas.

O conjunto elétrico auxilia principalmente em partidas, retomadas e momentos de maior exigência do motor.

Segundo descrições técnicas, esse tipo de sistema contribui para reduzir o esforço do motor em situações específicas, melhorar o funcionamento do start-stop e otimizar o consumo.

Especialistas do setor costumam destacar que os ganhos variam conforme o perfil de condução e o padrão de medição adotado em cada país.

Por isso, os valores próximos de 21 km/l divulgados para o Monza dizem respeito a condições específicas de teste e não podem ser automaticamente transferidos para a realidade brasileira.

Estratégia da Chevrolet explica ausência do modelo no Brasil

Apesar da repercussão, não há comercialização do Monza chinês no Brasil.

A estratégia da Chevrolet no país segue concentrada em modelos produzidos localmente ou importados dentro de um planejamento regional, com foco em veículos de maior volume, como o Onix Plus e SUVs compactos.

No mercado brasileiro, o Onix Plus ocupa o espaço de sedã voltado à eficiência, com médias de consumo inferiores às divulgadas para o Monza estrangeiro, mas competitivas dentro dos padrões nacionais de medição.

Cinco hatches usados a partir de R$ 30 mil para uso urbano, com dados de consumo, espaço e preços de modelos populares do mercado brasileiro. (Imagem: Reprodução)

O modelo não conta com eletrificação, mas aposta em soluções aerodinâmicas e calibração mecânica para reduzir o gasto de combustível.

Em outros mercados, o mesmo projeto do Monza também recebeu nomes diferentes.

No México, por exemplo, o sedã derivado da plataforma chinesa foi comercializado como Chevrolet Cavalier Turbo e teve sua produção encerrada em 2025, segundo informações divulgadas pela imprensa especializada internacional.

Esse histórico reforça que o uso do nome Monza não segue um padrão global.

Design e interior seguem linguagem atual da marca

O Monza vendido na China não busca reproduzir o desenho do modelo clássico conhecido no Brasil.

O sedã adota linguagem visual alinhada aos lançamentos mais recentes da Chevrolet em outros mercados, com frente ampla, faróis afilados e linhas de carroceria voltadas à aerodinâmica.

No interior, as versões mais recentes passaram a oferecer um conjunto de telas integradas, que reúne painel de instrumentos digital e sistema multimídia.

(Imagem: Divulgação/Chevrolet)
(Imagem: Divulgação/Chevrolet)

De acordo com fichas técnicas, há ainda recursos de conectividade e conveniência que variam conforme a versão e o nível de acabamento.

A gama chinesa inclui tanto versões apenas a combustão, como motores 1.5 aspirados, quanto a opção 1.3 turbo com sistema híbrido leve.

Esse conjunto posiciona o modelo como um sedã de volume, com diferentes configurações para equilibrar preço, desempenho e consumo.

Comparação com híbridos vendidos no Brasil exige cautela

A discussão em torno do Monza costuma envolver comparações com modelos híbridos disponíveis no Brasil, como Toyota Corolla Hybrid e Kia Niro.

No entanto, especialistas em mobilidade ressaltam que o tipo de eletrificação influencia diretamente o consumo e o comportamento do veículo.

O Corolla Hybrid e o Niro utilizam sistemas híbridos plenos, capazes de rodar em modo elétrico em determinadas situações.

Segundo dados oficiais do Inmetro, esses modelos apresentam médias que variam conforme o uso urbano ou rodoviário.

Já o Monza híbrido leve opera de forma distinta.

Como o sistema elétrico apenas auxilia o motor a combustão, os ganhos tendem a ser mais modestos em situações de trânsito intenso.

Ainda assim, em medições divulgadas para o mercado chinês, o sedã aparece com consumo competitivo dentro de sua proposta e categoria.

Interesse pelo Monza expõe busca por eficiência

Mesmo sem previsão de chegada ao Brasil, a atenção gerada pelo Monza chinês revela uma busca crescente por veículos mais eficientes.

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