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Renúncia abala Câmara de Belo Vale: presidente deixa cargo e nova eleição é marcada às pressas

A Câmara Municipal de Belo Vale (MG) oficializou, durante sessão ordinária realizada na terça-feira (03/02/2026), a vacância do cargo de presidente da Casa após o pedido de renúncia do vereador Everton Elias Silva, mais conhecido como Tico Corrêa (União). Conforme o Regimento Interno do Legislativo, a vice-presidente da Mesa Diretora, vereadora Ilda do Assis (Solidariedade), assumiu interinamente a condução dos trabalhos da Câmara. Ela permanecerá no cargo até o dia 19 de fevereiro, data em que será realizada a eleição do novo presidente da Mesa Diretora.

Na mesma sessão, também houve mudanças nas comissões permanentes. O vereador Diego Lourdes Ferreira solicitou a destituição das funções que ocupava na Comissão de Constituição, Legislação, Justiça e Redação Final e na Comissão de Finanças, Orçamento e Tomada de Contas. Após aprovação do plenário, as vagas foram preenchidas conforme designação da presidência interina.

Processo na Justiça Eleitoral

As causas do afastamento da presidência não foram esclarecidos. Em Belo Vale, cidade da Região Central do estado, a cerca de 70 km de Belo Horizonte, um processo em segunda instância pode levar à cassação da chapa do União Brasil. O presidente da Câmara, Tico Corrêa, é o único vereador eleito pelo partido. Dois processos contra a chapa do União Brasil tramitam no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). As ações foram propostas pelo PRD e por Daniel Santana Pedra, candidato a vereador pelo mesmo partido em 2024 e que não foi eleito. Nas sentenças de primeira instância, o juiz reconhece a conexão entre os dois casos. Ambos foram julgados procedentes, e os acusados recorreram à segunda instância.

Uma das evidências apontadas para sustentar a acusação de fraude na cota de gênero foi o fato de a candidata a vereadora Patrícia Lorena Pedra Ferreira, do União Brasil, não ter recebido nenhum voto – nem mesmo o próprio. Como justificativa, a defesa alegou no processo que a acusada estava sob efeito de remédio no momento da votação. “A votação zerada ocorreu por nervosismo/esquecimento decorrente, também, de uso contínuo de medicamento controlado, do tipo sertralina”. A decisão deve sair em breve.

Na vinha Jeceaba, dois vereadores foram cassados em segundo instância por fraude de cota de gênero.

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