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BYD prepara ofensiva no Brasil ao planejar lançamento de até cinco caminhonetes eletrificadas e híbridas para enfrentar Fiat Toro, Ford Maverick e Ram Rampage em um dos segmentos mais disputados do mercado nacional

Em entrevista à Autoesporte, Alexandre Baldy diz que a BYD montou equipe exclusiva para picapes e pretende chegar a até cinco modelos no Brasil. A ofensiva começa com a Shark e segue com caminhonetes eletrificadas, incluindo uma intermediária inspirada no Song Plus que deve ser a grande novidade em 2026.

A BYD quer ampliar sua presença no Brasil mirando um dos nichos mais disputados do mercado nacional: picapes e caminhonetes. A sinalização veio em entrevista do vice-presidente da marca no país, Alexandre Baldy, ao afirmar que existe uma equipe exclusiva dedicada a esse portfólio e que o plano pode chegar a até cinco modelos.

O movimento ganha peso porque o ponto de partida, a BYD Shark, ainda não virou volume relevante, com vendas pouco expressivas segundo a Autoesporte. A partir daí, 2026 entra no centro do cronograma com uma  picape intermediária já flagrada em testes e desenhada para encarar rivais que já dominam a conversa nas ruas e nas concessionárias.

A equipe exclusiva e o desenho da ofensiva da BYD

Ao dizer que a BYD criou uma equipe exclusiva para picapes, Alexandre Baldy estabelece que a estratégia não é oportunista, mas estruturada.

O foco declarado é adequação e viabilidade de produto, com desenvolvimento orientado para ter sucesso no Brasil, onde o gosto do consumidor e o uso real das caminhonetes costumam cobrar robustez e praticidade.

Esse ponto é relevante porque o segmento de picapes é menos tolerante a projetos genéricos.

Quando a BYD fala em montar um time dedicado, ela sinaliza que pretende calibrar tamanho, posicionamento e proposta de uso, em vez de apenas adaptar um modelo estrangeiro e colocá-lo no mercado brasileiro sem ajustes.

Shark como ponto de partida e o termômetro do mercado

Até aqui, a principal aposta da BYD no setor é a picape híbrida Shark.

O fato de o modelo estar enfrentando vendas pouco expressivas, conforme apontado pela Autoesporte, funciona como alerta interno: entrar no segmento é diferente de dominar o segmento.

Na prática, a Shark vira um termômetro para entender o que trava a decisão de compra, mesmo quando há eletrificação no pacote.

Em um país como o Brasil, onde picapes concorrem por imagem, capacidade e custo de uso, o desempenho de um primeiro produto ajuda a definir como a BYD deve priorizar a próxima leva de caminhonetes.

A picape intermediária de 2026 e a inspiração no Song Plus

O primeiro lançamento descrito como grande novidade da BYD em 2026 é uma picape intermediária que já foi vista em testes.

A leitura é direta: a empresa quer entrar onde o volume é mais sensível a preço, proposta e tamanho, sem encarar de imediato apenas extremos de mercado.

Segundo a Autoesporte, esse projeto será baseado no SUV Song Plus, repetindo uma receita que concorrentes já exploram no Brasil.

A lógica de partir de uma base conhecida tende a reduzir complexidade e acelerar o ciclo de produto, mas o desafio é entregar uma  caminhonete que sustente a promessa no uso cotidiano, porque o consumidor de picapes percebe rapidamente quando a engenharia foi pensada só para asfalto.

Até cinco caminhonetes no Brasil e um portfólio por tamanhos

O plano descrito por Baldy para a BYD é chegar a até cinco modelos de picapes e caminhonetes no Brasil.

A projeção inclui uma picape pequena, uma intermediária, uma média e uma grande, além da própria Shark, compondo um portfólio que cobre usos bem diferentes, do urbano ao trabalho pesado.

A característica comum, de acordo com a fala do executivo, é a eletrificação.

A intenção é apostar em caminhonetes com motorizações híbridas plug-in ou elétricas, mantendo a visão de que híbridos plug-in e elétricos são o futuro do mercado.

Nessa construção, a BYD tenta converter tecnologia em argumento prático, ao mesmo tempo em que expande a presença de caminhonetes eletrificadas para mais faixas de tamanho e posicionamento.

Por que o confronto direto com Toro, Maverick e Rampage importa

Ao mirar rivais como  Fiat Toro, Ford Maverick e Ram Rampage, a BYD assume que 2026 será um teste de percepção no Brasil.

Esses nomes já ocupam o imaginário do consumidor e estabelecem um padrão de referência para acabamento, proposta e uso, o que coloca pressão extra em qualquer estreante.

O efeito é duplo. De um lado, a entrada de mais caminhonetes eletrificadas tende a elevar a régua de tecnologia na categoria, já que eletrificação vira diferencial de prateleira.

De outro, o segmento de picapes pune inconsistência: o mercado cobra coerência entre promessa e entrega, e a BYD terá de provar que consegue competir em um território onde reputação se constrói com repetição, atendimento e produto certo no lugar certo.

O plano da BYD de levar até cinco  picapes e caminhonetes ao Brasil, com foco em modelos híbridos plug-in ou elétricos, coloca 2026 como um ponto de virada.

A estratégia parte de uma presença inicial com a Shark e avança para uma picape intermediária inspirada no Song Plus, mirando diretamente um segmento já consolidado.

Se a execução acompanhar a ambição, o Brasil pode ver uma disputa mais acirrada por quem entrega caminhonetes eletrificadas com proposta clara, em vez de apenas novidade.

Se não acompanhar, a própria Shark serve de lembrete: tecnologia sozinha não garante tração comercial.

Qual tipo de picape você acha que faria a BYD ganhar espaço no Brasil: uma das caminhonetes eletrificadas menores para cidade ou uma intermediária para uso misto no dia a dia?

FONTE: CLICK PETRÓLEO E GÁS

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