Congonhas segue em ritmo acelerado de Carnaval e, nesse sábado (14), mostrou mais uma vez que tradição, alegria e identidade caminham juntas na avenida. Desde as primeiras horas da madrugada, os blocos tomaram conta das ruas e arrastaram uma multidão animada, dando início a uma maratona de festa que atravessou o dia e entrou pela noite. A programação começou ainda de madrugada com o Bloco Zangados, seguido pelo Romper da Alvorada e pelo Romper das Dorminhocas, mantendo viva uma das tradições mais queridas do carnaval congonhense. Pela manhã, o irreverente Banhistas Libertárias levou os foliões até a Praça JK com trajes de banho, muito bom humor e direito a caminhão-pipa para refrescar o calor.
À tarde, o Bloquinho do Alvorada garantiu diversão para as famílias, enquanto o tradicional Pracintucada entrou na avenida com sua força e carisma já conhecidos do público. O Bloco Iluminados da Fonte também manteve o clima festivo e ajudou a preparar a cidade para uma noite de grandes emoções.
A programação musical embalou o sábado com muito samba e animação. O Bloco Pirulito abriu os shows infantis, seguido pelo grupo Cadência do Samba, que colocou todo mundo para cantar e dançar. Goducho manteve o público no embalo, e o Baile do Maguá fechou a noite com energia contagiante. Um dos momentos mais marcantes foi o show da cantora Marvvila, que encantou o público com sua voz potente e presença cativante. Sucessos como “Chuva de Arroz” foram cantados em coro, transformando a avenida em um grande espetáculo de emoção e pagode.
















Na avenida, as escolas de samba deram um verdadeiro show de criatividade, memória e consciência histórica. A G.R.E.S. Unidos da Matriz emocionou o público com o enredo “Pela primeira vez” de novo: a Matriz conta a sua História, marcando o retorno da escola após mais de trinta anos afastada dos desfiles. O desfile percorreu sua origem ao lado da Igreja Matriz, revisitou carnavais marcantes e celebrou o renascimento do carnaval congonhense, mostrando que sua história permanece viva na fé, no samba e na identidade do seu povo. Monielly Bruna, que desfilou representando sua família, destacou a emoção de estar na avenida. “Toda a minha família é do bairro. Estar aqui hoje é muito mais que desfilar, é representar a nossa história.”
A G.R.E.S. Casa Imperial da Rosa encantou com o enredo “A Dança da Lua”, conduzindo o público por uma narrativa inspirada nos ciclos lunares e na mitologia Karajá, simbolizando nascimento, crescimento, plenitude e transformação. A porta-bandeira Diana Lima, que desfila desde o primeiro ano da escola, falou sobre a emoção de entrar na avenida. “Eu estou muito ansiosa e com muita expectativa. O samba está na ponta da língua e do pé. O amor pela escola é muito grande.” Já a G.R.E.S. Mocidade Independente levou à avenida um enredo de forte consciência histórica ao revisitar a memória do Rio Maranhão e a relação ancestral dos povos originários com o território, transformando o desfile em espaço de reflexão e valorização da identidade cultural.
E a festa continua neste domingo (15)
A programação segue intensa com os blocos:
15h – Bloco Estralo do Leque
16h – Bloco As Patroas
17h – Bloco Santa Cruz
19h – Bloco Tequila
20h – Bloco Brejão
21h – Bloco Beira Galo
No Quarteirão do Samba, a animação fica por conta de:
16h – Super Pamp com o Bloco do Pamp
19h – Zé da Guiomar
21h – Banda Beisamba
23h – Deise Lucci
Já no Palco Axé, na Avenida JK:
18h – Felipe Hott
21h – Cori Duarte
23h – Ramon Gomes
Por Secretaria de Comunicação/Prefeitura de Congonhas





