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Crise e reviravolta na Câmara de Belo Vale: nova eleição define presidente após renúncia e clima de tensão política; TRE julga processo de fraude de cota de gênero que pode levar a cassação

A Câmara Municipal de Belo Vale realizou nesta quinta-feira (19/02) a nova eleição para o cargo de presidente da Mesa Diretora. Com a inscrição de chapa única, composta pelo vereador Diego Lourdes Ferreira, o parlamentar foi eleito com 5 votos favoráveis e 4 abstenções. O novo presidente assume para cumprir o período remanescente do biênio 2025-2026, permanecendo no cargo até 31 de dezembro de 2026, sem poder concorrer a reeleição. Ele agradeceu a vitória e reafirmou que vai trabalhar pelo bem da cidade e pregou um clima de paz.

Renúncia abriu caminho para nova eleição

A mudança no comando do Legislativo ocorreu após a renúncia do então presidente Everton Elias Silva, conhecido como Tico Corrêa (União). A vacância foi oficializada durante sessão ordinária realizada no dia 03 de fevereiro. Conforme determina o Regimento Interno da Casa, a vice-presidente Ilda do Assis (Solidariedade) assumiu interinamente a presidência, conduzindo os trabalhos até a realização da nova eleição.

Mudanças também nas comissões

Durante a mesma sessão que oficializou a vacância, o vereador Diego Lourdes Ferreira solicitou sua destituição das funções que exercia na Comissão de Constituição, Legislação, Justiça e Redação Final e na Comissão de Finanças, Orçamento e Tomada de Contas. Após aprovação em plenário, as vagas foram preenchidas por designação da presidência interina, promovendo uma reorganização interna nas comissões permanentes da Casa.

Novo cenário político

A eleição com chapa única e o placar com abstenções revelam um cenário político de disputa de grupos que ainda pode gerar desdobramentos nos bastidores do Legislativo municipal.Com a definição do novo presidente, a expectativa agora gira em torno da condução dos trabalhos parlamentares e do alinhamento político da Mesa Diretora até o fim do biênio.

Cidade vive expectativa de julgamento da suspeita de fraude de cota de gênero

As causas do afastamento do ex-presidente, Tico Corrêa, não foram esclarecidas. Em Belo Vale, cidade da Região Central do estado, a cerca de 70 km de Belo Horizonte, um processo em segunda instância pode levar à cassação da chapa do União Brasil. O presidente da Câmara, Tico Corrêa, é o único vereador eleito pelo partido. Dois processos contra a chapa do União Brasil tramitam no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). As ações foram propostas pelo PRD e por Daniel Santana Pedra, candidato a vereador pelo mesmo partido em 2024 e que não foi eleito. Nas sentenças de primeira instância, o juiz reconhece a conexão entre os dois casos. Ambos foram julgados procedentes, e os acusados recorreram à segunda instância.

Uma das evidências apontadas para sustentar a acusação de fraude na cota de gênero foi o fato de a candidata a vereadora Patrícia Lorena Pedra Ferreira, do União Brasil, não ter recebido nenhum voto – nem mesmo o próprio. Como justificativa, a defesa alegou no processo que a acusada estava sob efeito de remédio no momento da votação. “A votação zerada ocorreu por nervosismo/esquecimento decorrente, também, de uso contínuo de medicamento controlado, do tipo sertralina”. A decisão vai acontecer em sessão da Corte Eleitoral nesta segunda-feira (25).;

Na vizinha Jeceaba, vários vereadores já foram cassados em segunda instância pela suspeita de fraude a cota de gênero. Todos recorreram.

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