Por Paulo Henrique de Lima
Pouca gente conhece esse fato curioso sobre a trajetória de Antônio Américo de Urzedo, filho de Congonhas, que se tornou um dos nomes respeitados da medicina na Corte Imperial.Nascido em 1786, Urzedo saiu de Congonhas ainda jovem para estudar e aperfeiçoar-se na arte de curar. Atuou como cirurgião, destacou-se no meio médico do Rio de Janeiro e construiu uma carreira marcada por competência, ética e reconhecimento público. Foi professor, membro de importantes instituições médicas e figura atuante no desenvolvimento científico do país no século XIX.
Entre suas contribuições práticas à medicina brasileira está a introdução da mamadeira (aleitamento artificial) no Brasil, um recurso que representou, à época, um avanço significativo no cuidado com recém-nascidos, especialmente nos casos em que a amamentação natural não era possível. Em um período de alta mortalidade infantil, qualquer inovação voltada à alimentação e sobrevivência dos bebês tinha enorme impacto social.
A iniciativa revela não apenas seu espírito científico, mas também sua sensibilidade diante das necessidades concretas da população. Urzedo não foi apenas um médico da Corte, que teve entre seus pacientes Dom Pedro I e a Imperatriz Leopoldina, foi um profissional atento às demandas humanas e sociais do seu tempo.
Sua vida, como registraram contemporâneos: “foi útil ao seu país”. E entre tantas realizações, está essa curiosidade histórica que nos enche de orgulho: um congonhense ajudou a transformar os cuidados com a infância no Brasil. Para saber mais sobre Urzedo, basta ler o livro “Urzedo e a medicina no Brasil Imperial: o pioneirismo de um congonhense”, escrito por Paulo Henrique de Lima Pereira e lançado em 2019.






