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Chapa única da direita em Minas Gerais depende de Zema aceitar ser vice de Flávio Bolsonaro

A mudança partidária de Mateus Simões do Novo para o PSD era a cartada final de Gilberto Kassab em Minas Gerais para garantir um palanque forte em Minas para Tarcísio de Freitas, seu candidato à Presidência da República, o que o tornaria um dos principais ministros, senão o principal ministro de um eventual governo Tarcísio.

Em Minas, Mateus Simões concorreria pelo PSD, a vaga de vice contemplaria Cleitinho Azevedo que poderia indicar seu suplente Alex Diniz ou seu irmão Gleidson Azevedo. Uma das vagas do Senado ficaria com Marcelo Aro, articulador político do Governo e a outra com o PL.

Em dezembro, esta articulação começa a perder força. Primeiro com o anúncio de Jair Bolsonaro, que seu filho Flávio Bolsonaro seria o candidato a Presidente com seu apoio e do PL. Depois com Rodrigo Pacheco, que deu o troco em Mateus Simões e Zema, passando o comando do União Brasil para Rodrigo de Castro e da Federação União Progressista Brasileira para Álvaro Damião, ambos seus aliados.

Sem União Brasil e Progressistas que estavam na chapa e sem PL e Republicanos que poderiam vir, a chapa de Mateus Simões ficaria reduzida a PSD, Novo, Podemos, PRD, Solidariedade, Mobiliza e DC, os cinco últimos ligados a Marcelo Aro, que se sair da chapa, a mesma ficaria com PSD e Novo.

Com Zema candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro precisa de um palanque forte em Minas Gerais, o que levaria ao PL em lançar um candidato ou apoiar a candidatura de Cleitinho ao Governo, pelo Republicanos com apoio do PL ou pelo próprio PL.

A entrada de Cleitinho como candidato de Flávio Bolsonaro em Minas Gerais o levaria para polarizar com o candidato de Lula, enfraquecendo tanto a candidatura de Mateus Simões ao governo quanto a de Zema à Presidência.

A única maneira de reverter esta situação seria Zema vir a ser o Vice de Flávio Bolsonaro, fortalecendo sua campanha em Minas e unindo a direita em torno de Mateus Simões no Estado.

Quanto ao Novo, que pretende lançar Romeu Zema a Presidência para aumentar sua bancada na Câmara dos Deputados, pode não alcançar seu objetivo a depender do desempenho de Zema numa eleição presidencial que será polarizada entre Lula e Flávio e Bolsonaro.

Quanto a Zema, seu sucessor pode ter um baixo desempenho na eleição estadual, o que pode afetar seu desempenho em Minas Gerais na eleição presidencial, que ao contrário do que ele gosta de comparar com o cenário de Minas Gerais em 2018, enfrentará dois candidatos bem mais fortes do que Pimentel e Anastasia, além de ter que disputar espaço na “terceira via”.

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