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Quem não atualizar a Carteira de Identidade pode perder INSS, Bolsa Família e BPC

A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passou a ter papel estratégico na segurança de benefícios sociais e previdenciários no Brasil. Integrando dados biométricos e adotando o CPF como número único de identificação, o documento amplia o controle contra fraudes e inconsistências cadastrais. Embora o RG antigo continue válido até 2032 em todo o território nacional, especialistas alertam que quem depende de benefícios como INSS, Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC) deve providenciar a atualização o quanto antes para evitar transtornos futuros.

Importante destacar: a perda de benefícios não é automática nem imediata, mas a falta de atualização pode gerar bloqueios temporários caso haja divergência de dados ou problemas na identificação. A CIN foi criada pelo Decreto nº 10.977/2022 e estabelece o CPF como número único nacional. O objetivo é unificar a identificação civil e reduzir fraudes em programas sociais.

Com a nova carteira:

  • Dados biométricos são integrados;
  • O risco de duplicidade de identidade é reduzido;
  • A conta Gov.br pode alcançar nível Ouro de segurança;
  • O acesso a serviços digitais federais se torna mais protegido.

Atualmente, a plataforma Gov.br reúne mais de 170 milhões de usuários e oferece mais de 4.600 serviços digitais federais.

Quem já deve atualizar o RG?

A substituição não é obrigatória de forma imediata, mas é recomendada para:

  • Quem recebe benefício social;
  • Quem realiza prova de vida;
  • Quem depende de serviços digitais do Gov.br;
  • Quem possui inconsistência cadastral.

Estados já iniciaram cronogramas graduais de emissão da nova identidade.

RG antigo ainda vale?

Sim. O RG tradicional continua válido até 2032 para:

  • Viagens dentro do Brasil;
  • Atos civis;
  • Identificação em órgãos públicos e privados.

A única exigência é que o documento esteja em bom estado de conservação e permita identificação clara do titular. Já para viagens internacionais, a CIN passou a ser exigida, substituindo o modelo antigo nesses casos.

Quanto custa emitir?

A primeira via é gratuita.
A segunda via custa R$ 95,03 em casos de perda, roubo ou dano.

Há isenção para:

  • Pessoas com mais de 65 anos;
  • Vítimas de roubo (com boletim de ocorrência);
  • Pessoas que declararem estado de pobreza, mediante análise.

Também é possível acessar a versão digital da CIN pelo aplicativo Gov.br após a emissão do documento físico.

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