Um caso grave envolvendo um médico que já atuou em cidades da região ganhou forte repercussão após a Polícia Civil de Minas Gerais indiciar Eliphas Levi Assumpção Egg Gomes, de 31 anos, por crimes sexuais supostamente cometidos durante atendimentos em Belo Horizonte. O profissional foi preso em flagrante após denúncia de uma jovem de 18 anos. Segundo as investigações, ele teria estuprado ao menos duas pacientes dentro do consultório. A Polícia Civil informou ainda que há indícios de que outras mulheres possam ter sido vítimas. O inquérito foi concluído com indiciamento por estupro e violação sexual mediante fraude, e o caso segue sob análise do Judiciário.
Atuação na região acende alerta
O médico já trabalhou no Hospital São Vicente de Paulo, em Itabirito, o que ampliou a preocupação na região. Ele exerceu a profissão até meados de novembro de 2025, onde atuava como pediatra.
Ele também atuou em diversas cidade. Em nota oficial a nossa redação, a Secretaria Municipal de Saúde de Ouro Branco e o Hospital Municipal Raymundo Campos esclareceram que o profissional não integra o quadro efetivo do município. Segundo o comunicado, ele atuava por meio de empresa terceirizada e foi desligado imediatamente após a empresa ser notificada sobre os fatos divulgados pela imprensa. A Secretaria ressaltou que os crimes investigados não ocorreram em Ouro Branco e que não há registro formal de denúncia durante o período em que ele atuou na rede municipal.
A Santa Casa de Misericórdia de São João del-Rei também se manifestou, afirmando que o médico nunca integrou seu corpo clínico e não possui qualquer vínculo com a instituição. Em Conselheiro Lafaiete, há informações de que o profissional pode ter atuado na cidade. Nossa reportagem procurou a assessoria de comunicação e aguarda posicionamento oficial.
CRM-MG se pronuncia
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais (CRM-MG) informou, por meio de nota, que “todas as denúncias recebidas, sejam formais ou de ofício, são apuradas conforme as normas do Código de Processo Ético-Profissional”. O órgão destacou que eventuais processos tramitam com garantia de ampla defesa e contraditório.
Investigação em andamento
A Polícia Civil segue investigando o caso e não descarta o surgimento de novas denúncias. As autoridades orientam que possíveis vítimas procurem imediatamente uma delegacia para formalizar queixa. O caso provocou forte repercussão e reacendeu o debate sobre fiscalização, ética profissional e segurança no atendimento médico em Minas Gerais. A redação ntrou em contato com a defesa do médico investigado, mas até a publicação desta reportagem não obteve retorno.
Outro caso
O médico clínico geral Alysson Viana de Oliveira Fonseca, que já trabalhou nos municípios mineiros de Jeceaba e Conselheiro Lafaiete, foi condenado a 8 anos e 4 meses de prisão em regime fechado por crimes gravíssimos cometidos em Santa Catarina. Ele foi acusado de gravar pacientes nuas, sem consentimento, durante atendimentos médicos e armazenar mais de 13 mil imagens de exploração sexual infantil.
O nome de Alysson Viana ficou conhecido em cidades mineiras como Jeceaba e Conselheiro Lafaiete, onde atuou por anos na área da saúde. A revelação dos crimes chocou não só os moradores de Santa Catarina, mas também a população mineira, que conviveu com o profissional em ambientes de atendimento público e privado.




