Uma alteração na forma de repasse do vale-alimentação aos servidores municipais de Congonhas tornou-se alvo de intensos debates entre comerciantes e representantes da sociedade civil. O benefício, anteriormente creditado em um cartão específico para uso em redes credenciadas passou a ser pago em dinheiro, diretamente na folha de pagamento. O valor do auxílio, de aproximadamente R$ 1.200,00, é agora somado ao salário líquido dos servidores. A principal queixa de comerciantes locais é que a medida retira a “obrigatoriedade” de o recurso circular na economia do município, já que o saldo era obrigatoriamente gasto em supermercados, açougues e farmácias da cidade.
O Alerta Vermelho vindo de Congonhas
A preocupação dos empresários de Congonhas ganha sustentação estatística com dados recentes de uma pesquisa realizada pela ACISC (Associação Comercial de Congonhas) e pelo Sindcomércio MG avaliou o impacto da ausência do “Cartão da Prefeitura” nas vendas do comércio de Congonhas durante o Natal de 2025. Os números são alarmantes: 91% dos comerciantes de Congonhas relataram um impacto negativo nas vendas devido à falta do cartão no período festivo. Apenas 9% dos entrevistados consideraram o impacto positivo ou neutro. O estudo reforça o argumento de que o modelo de cartão magnético é um pilar essencial para a manutenção do fluxo financeiro no comércio local.
Impacto Social e Familiar
Além do fator econômico, há uma preocupação com o bem-estar das famílias. “Com o cartão, o servidor era obrigado a fazer a compra para casa. Já o dinheiro é muito amplo e pode acabar sendo usado para outros tipos de gastos ou aventuras”, afirmou um representante comercial em áudio enviado à reportagem. A natureza do cartão garantia que o valor fosse destinado exclusivamente ao suprimento do lar e à segurança alimentar.
Falta de Licitação
O motivo apontado para a suspensão do uso do cartão seria a ausência de uma empresa licitada para gerir o sistema no momento. Enquanto a prefeitura não conclui um novo processo licitatório, o pagamento segue sendo feito em espécie, o que, segundo os dados de Congonhas, pode representar um prejuízo severo para a arrecadação e o movimento das empresas.




