Monte Roraima, com 2.810 metros de altitude e formações rochosas de cerca de 2 bilhões de anos, permite ver Brasil, Venezuela e Guiana ao mesmo tempo e abriga espécies únicas acima das nuvens.
A aproximadamente 220 quilômetros de Boa Vista, na fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana, ergue-se uma das formações geológicas mais antigas do planeta: o Monte Roraima. Com 2.810 metros de altitude, o tepui de paredes verticais desponta acima das nuvens e marca a tríplice fronteira entre três países sul-americanos. O que torna o local singular não é apenas sua altitude ou o fato de permitir enxergar três territórios ao mesmo tempo, mas principalmente sua idade geológica.
Geologia
As rochas do Monte Roraima fazem parte do Escudo das Guianas e possuem aproximadamente 2 bilhões de anos, sendo consideradas algumas das formações sedimentares mais antigas ainda expostas na superfície da Terra.
Uma montanha de dois bilhões de anos
O Monte Roraima é formado predominantemente por arenito quartzítico. Ele integra um conjunto de montanhas tabulares conhecidas como tepuis, que surgiram a partir da fragmentação de um antigo planalto.

Essas estruturas remontam ao período Paleoproterozoico, quando grandes depósitos sedimentares foram compactados e posteriormente soerguidos por movimentos tectônicos. Ao longo de milhões de anos, a erosão esculpiu as paredes verticais que hoje caracterizam o maciço.
Meteorologia
A idade estimada das rochas — cerca de 2 bilhões de anos — faz do Roraima uma das paisagens mais antigas do planeta ainda preservadas.
A tríplice fronteira acima das nuvens
No topo do Monte Roraima está um marco geográfico singular: o ponto onde se encontram Brasil, Venezuela e Guiana. A fronteira entre os três países é delimitada por marcos fixados na região do platô.
Geologia
Em dias de céu aberto, é possível visualizar territórios dos três países a partir do alto da montanha. A visão é frequentemente descrita como a experiência de “estar sobre as nuvens”, já que o topo muitas vezes permanece acima da camada de neblina que envolve a base da serra.
Esse posicionamento geográfico contribuiu para a fama internacional do local.
O “mundo perdido” de biodiversidade única
O isolamento geográfico do platô criou um ambiente com espécies endêmicas, adaptadas às condições específicas do topo. O termo “mundo perdido” popularizou-se após a publicação do romance The Lost World, de Arthur Conan Doyle, que se inspirou em relatos sobre os tepuis.
No topo do Monte Roraima existem plantas e pequenos animais encontrados apenas ali. A combinação de altitude elevada, solos pobres e isolamento ecológico favoreceu a evolução de espécies únicas.
Pesquisas científicas identificaram anfíbios, insetos e vegetação que não ocorrem em outras regiões.
Formação dos tepuis
O Monte Roraima é um dos tepuis mais conhecidos da região do Escudo das Guianas. Esses platôs isolados surgiram a partir da erosão de um antigo maciço contínuo.
Ao longo de milhões de anos, a água e o vento desgastaram as áreas mais frágeis, deixando apenas blocos resistentes com topo plano e paredes abruptas.
Essa formação resulta em escarpas verticais que podem ultrapassar centenas de metros de altura.
Video Player is loading.PauseUnmute
Remaining Time –:-
Altitude e clima extremo
A altitude de 2.810 metros cria um microclima específico. As temperaturas são mais baixas do que nas áreas de planície amazônica, e a presença constante de nuvens gera alta umidade.
O topo é frequentemente coberto por neblina, e a precipitação é comum ao longo do ano. A superfície do platô apresenta formações rochosas esculpidas pela ação da água, criando cavidades e formas que lembram esculturas naturais.

O Monte Roraima é objeto de estudos geológicos e biológicos. Sua formação ajuda cientistas a compreender processos antigos da crosta terrestre.
Além disso, o isolamento do platô oferece oportunidade para pesquisas sobre evolução de espécies em ambientes isolados.
A região integra o Parque Nacional do Monte Roraima, no lado brasileiro, e áreas protegidas na Venezuela.
Geologia
Acesso e turismo de aventura
A escalada e travessia até o topo atraem aventureiros de diferentes partes do mundo. A rota mais utilizada parte do lado venezuelano, onde o acesso logístico é mais consolidado.
A subida envolve dias de caminhada por terreno acidentado até alcançar o topo plano da montanha.
Caminhadas e campismo
A travessia exige preparo físico e acompanhamento especializado devido às condições climáticas variáveis.
Um dos cartões-postais naturais da América do Sul
A imagem do Monte Roraima emergindo acima das nuvens tornou-se símbolo da região norte do Brasil. Sua silhueta é frequentemente associada à ideia de território inexplorado e natureza primordial.

A combinação de altitude, idade geológica e localização na tríplice fronteira reforça sua singularidade.
Com 2.810 metros de altitude, rochas de cerca de 2 bilhões de anos e localização estratégica onde Brasil, Venezuela e Guiana se encontram, o Monte Roraima representa uma das formações mais antigas e emblemáticas da Terra.
Fonte: CPG




