Este não o primeiro embate nem será o últmo. A sessão desta manhã (17) na Câmara Municipal de Congonhas foi marcada por tensão e troca de farpas entre os vereadores Ygor Souza e o presidente da Casa, Averaldo Pica Pau, ambos colegas no PL. O embate começou após críticas sobre o descumprimento, por parte do Executivo, do prazo de até 15 dias para responder requerimentos, conforme previsto na Lei Orgânica. Ao abordar o tema, Ygor Souza elevou o tom e fez duras críticas. “Esta Casa está abaixada, cuspida e escarrada pelo Executivo. Falei e está gravado. Este é o sentimento”, disparou o vereador.
A declaração gerou reação imediata do presidente da Câmara, que rebateu as críticas e defendeu a atuação do Legislativo.“A Lei Orgânica é clara neste ponto. Cabe a cada vereador tomar as providências necessárias, e não transferir responsabilidade”, afirmou Averaldo. O presidente também respondeu diretamente à fala de Ygor, negando que a Câmara esteja sendo submissa ao Executivo.“Com todo o respeito que tenho por você, a Câmara não está agachada. Seria o mesmo que dizer que, na época em que o senhor foi presidente, ela também estava submetida ao governo anterior. Hoje estamos em outros rumos”, declarou.
Averaldo ainda reforçou que a atuação da Casa não atende a interesses individuais. “A Câmara não defende interesses pessoais, e sim coletivos. Respeite a presidência”, arrematou. Mesmo após o encerramento da fala, o clima seguiu tenso. Fora do microfone, Ygor ainda protestou, sendo interrompido pelo presidente. “No grito não vai levar, não”, finalizou Averaldo. A discussão evidenciou o desgaste entre Legislativo e Executivo e também expôs divergências internas entre os próprios parlamentares, marcando uma das sessões mais acaloradas do ano no município.
Já na Grande Expediente, a disputa continuou rendendo troca de farpas. Ygor disse que se sentia assustado com a narrativa de seu colega Presidente. “O senhor entrou nesta casa defendendo o Dr. Cláudio e depois se transformou em seu maior opositor com suas razões em que se poscionava. Quando eu fui Presidente desta Cass eu defendi os interesses dos vereadores, inclusive do senhor. Lembro de uma reunião em que me pediram para reprovar todos o seus requerimentos e eu deixei a sala. Escutar isso do senhor, me doeu. Eu tenho respeito e consideração pelo senhor”, citou, solicitando um pedido de desculpas. “Acho que o senhor entendeu de forma errada tudo o que disse. Se o senhor continuar tumultuando as reuniões vou pedir para se retirar”, encerrou a polêmica matutina.




