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A Terra vai mergulhar em quase 7 minutos de escuridão total em plena luz do dia quando o eclipse solar mais longo do século acontecer em 2027, um fenômeno que só voltará a ocorrer com essa intensidade depois de 2100

O eclipse solar de 2 de agosto de 2027 vai provocar até 6 minutos e 22 segundos de escuridão total na Europa, norte da África e Oriente Médio, sendo o mais longo neste século graças a um alinhamento entre Sol, Lua e Terra que não se repetirá antes de 2100.

Em 2 de agosto de 2027, diversas regiões do planeta vão experimentar quase 7 minutos de escuridão total em plena luz do dia. Um eclipse solar total, classificado por especialistas como o mais longo visível em terra firme neste século, vai transformar o dia em noite por até 6 minutos e 22 segundos nas áreas atingidas pela faixa de totalidade. Durante o fenômeno, a Lua se posicionará entre a Terra e o Sol, bloqueando completamente a luz solar e mergulhando cidades inteiras em uma escuridão que só quem estiver na região certa poderá presenciar.

comparação, o eclipse total ocorrido em 2024 teve pouco mais de quatro minutos de escuridão total, quase dois minutos e meio a menos do que o previsto para 2027.  Astrônomos destacam que um eclipse solar com essas características não voltará a ocorrer com a mesma intensidade até depois do ano 2100, o que torna o evento de 2027 uma oportunidade única para quem está vivo hoje e tem interesse em presenciar um dos fenômenos  astronômicos mais impressionantes que a natureza é capaz de produzir.

Por que o eclipse solar de 2027 vai durar quase 7 minutos de escuridão total

A longa duração do eclipse solar de 2027 não é um acaso. Ela se deve a um alinhamento orbital específico que raramente ocorre com essa precisão. No dia 2 de agosto daquele ano, a Lua estará em seu ponto mais próximo da Terra (perigeu), enquanto o planeta estará mais distante do Sol (afélio).

Essa combinação faz com que o disco lunar aparente ser maior do que o normal quando visto da superfície terrestre, cobrindo o Sol de forma mais completa e por mais tempo.

Na prática, o resultado é que a sombra da Lua sobre a Terra será mais ampla e se moverá mais lentamente, prolongando o período de escuridão total para quem estiver dentro da faixa de totalidade.

Enquanto eclipses solares totais costumam durar entre 2 e 4 minutos, o de 2027 poderá alcançar 6 minutos e 22 segundos em pontos específicos, um número que coloca o evento entre os mais longos já registrados em terra firme e justifica o título de eclipse do século atribuído pela comunidade científica.

Onde será possível ver o eclipse solar total de 2027 no mundo

eclipse solar total de 2027 não será visível em todo o planeta. A faixa de totalidade, que é a região onde a escuridão total de fato ocorre, deve atravessar partes da Europa, do norte da África e do Oriente Médio. Entre os países com melhor visibilidade estão Espanha, Marrocos, Egito e Arábia Saudita.

Em cidades como Luxor, no Egito, a duração da escuridão pode ultrapassar seis minutos, tornando a região um dos destinos mais procurados para observação do fenômeno.

Fora da faixa de totalidade, o fenômeno será visto apenas de forma parcial, com a Lua cobrindo apenas parte do disco solar.

A diferença entre ver um eclipse parcial e presenciar a escuridão total é abissal: enquanto no parcial o céu escurece levemente, no total o dia se transforma literalmente em noite, as estrelas aparecem, a temperatura cai de forma perceptível e a coroa solar, a camada externa do Sol visível apenas durante eclipses totais, se revela ao redor do disco lunar como um anel de luz branca.

O que acontece durante os minutos de escuridão total e o que será possível observar

Nos minutos que antecedem a escuridão total, o cenário muda de forma gradual. A luz natural começa a adquirir um tom estranho, como se o dia estivesse anoitecendo de forma acelerada. Animais reagem ao fenômeno confundindo-o com a chegada da noite: pássaros param de cantar, insetos noturnos começam a aparecer e a temperatura ambiente pode cair vários graus em questão de minutos.

Quando a Lua finalmente cobre o Sol por completo, o céu escurece de forma abrupta e as estrelas e planetas se tornam visíveis em pleno dia.

Durante o pico do eclipse solar, será possível observar a coroa solar, uma estrutura de gás extremamente quente que se estende por milhões de quilômetros ao redor do Sol e que normalmente é invisível por causa do brilho intenso da estrela.

A coroa só pode ser vista a olho nu durante eclipses totais, o que torna cada evento desse tipo uma oportunidade científica valiosa. Pesquisadores aproveitam esses minutos de escuridão para estudar a estrutura e o comportamento dessa camada solar, coletando dados que não podem ser obtidos de nenhuma outra forma.

Por que esse eclipse não vai se repetir antes de 2100 e o que o torna tão raro

Eclipses solares totais não são raros em si: em média, ocorrem a cada 18 meses em algum ponto do planeta. O que torna o evento de 2027 excepcional é a combinação de fatores que resulta na duração prolongada. 

O alinhamento preciso entre a Lua no perigeu e a Terra no afélio é uma coincidência orbital que não se repete com frequência, e as condições específicas que permitem quase 7 minutos de escuridão total sobre terra firme são ainda mais raras.

 Astrônomos calcularam que um eclipse solar com duração e características comparáveis às do evento de 2027 não voltará a ocorrer antes do ano 2100. Isso significa que quem não presenciar o eclipse de 2 de agosto de 2027 provavelmente não terá outra chance na vida de ver um fenômeno com essa intensidade.

Essa exclusividade temporal é o que está impulsionando o planejamento de viagens ao Egito, Marrocos e Espanha com mais de um ano de antecedência, em um movimento que já é chamado de turismo  astronômico.

Como se preparar para assistir ao eclipse solar de 2027 com segurança

A recomendação mais importante para quem pretende acompanhar o eclipse solar de 2027 é nunca olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada. Mesmo durante as fases parciais do eclipse, quando o disco solar está parcialmente coberto pela Lua, a radiação é suficiente para causar danos permanentes à retina. 

Óculos de proteção solar certificados, com filtro ISO 12312-2, são indispensáveis e devem ser adquiridos de fontes confiáveis. Óculos de sol comuns, filmes de raio-x e vidros escurecidos não oferecem proteção suficiente.

Para quem planeja viajar para presenciar a escuridão total, a escolha do local é fundamental. Cidades como Luxor, no Egito, são consideradas os melhores pontos de observação por combinarem longa duração do eclipse com condições climáticas favoráveis, já que o céu no norte da África costuma estar limpo em agosto.

A Espanha, especialmente o sul do país, também oferece boas condições. O planejamento antecipado é essencial porque a demanda tende a ser altíssima, muitos hotéis já estão recebendo reservas para agosto de 2027, e quem perder essa oportunidade terá que esperar até depois de 2100 para presenciar algo semelhante.

Você pretende viajar para ver o eclipse solar de 2027? Já presenciou algum eclipse total na vida?

Fonte: Click Petroleo e Gas

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