Vítima passou por cirurgia e não corre risco de morte
Uma criança de 3 anos foi baleada durante uma perseguição policial no bairro Céu Azul, na Região de Venda Nova em Belo Horizonte, nesse domingo (5/4).
O tiro foi efetuado por um policial do Batalhão de Choque, que disparou na direção de um suspeito que fugia de uma abordagem contra o tráfico de drogas. Conforme o boletim de ocorrência, foi realizada operação na região conhecida como aglomerado Campo Oriente. Durante evento no campo, os policiais identificaram três suspeitos na venda de drogas. Um deles, de 20 anos, que estaria armado, conseguiu fugir. O outro, de 26 anos, foi capturado e, com ele, os militares encontraram dinheiro trocado. O terceiro suspeito era um adolescente de 13 anos, mas como nada de ilícito foi encontrado, o menor foi liberado para a mãe.
A partir das abordagens, os policiais tentaram localizar o suspeito que fugiu. Uma arma municiada com três cartuchos foi encontrada, além de uma sacola com drogas que foi dispensada por ele em uma área de mata.
A equipe do Tático Móvel e do Batalhão de Choque se dividiram na região. Em determinado momento, um militar do Choque, que ficou sozinho, foi hostilizado por moradores e quase atacado por um cão da raça pitbull. Esse mesmo policial relatou que viu o suspeito de 20 anos sair do beco Egito. Em defesa, o militar atirou, mas o jovem voltou para o mesmo beco e fugiu novamente.
Enquanto o policial iniciava a nova perseguição, moradores relataram que a criança havia sido alvejada. O menino foi encaminhado para a UPA Venda Nova, que disse não ter estrutura para atender o caso. A vítima, então, foi encaminhada para o Hospital Odilon Behrens, onde passou por cirurgia para retirar o projétil alojado no braço. O militar também sofreu um corte na mão e passou por atendimento.
A ocorrência foi acompanhada pela Corregedoria da Polícia Militar, que apreendeu a arma do policial. Até a manhã desta segunda-feira (6/4), o policial estava preso no Batalhão de Choque enquanto esperava decisão se o flagrante seria confirmado ou não.
O local onde ocorreu a operação é dominado por uma organização criminosa local, que possui membros faccionados e estrutura definida. O suspeito de 20 anos não foi encontrado.
Fonte: O Tempo





