O estádio cheio. O barulho costumeiro. A expectativa antes da bola rolar. E então, o silêncio. No telão, simples assim. Arnaldo Penna. Sem títulos. Sem cargos. Sem explicações. Apenas o nome. Como se naquele instante tudo o que ele foi coubesse ali. E cabia. Antes da partida, o Clube Atlético Mineiro pediu um minuto de silêncio. E o estádio atendeu. Um silêncio respeitoso, profundo, carregado de significado. Para muitos, um nome no painel. Para outros, uma história inteira.
Arnaldo Francisco Penna foi mais do que ex-prefeito de Lafaiete e ex-deputado estadual. Foi um homem de escuta, daqueles que sabiam parar para ouvir. Bom ouvinte, bondoso, justo. Um homem de família, caridoso, que construiu sua trajetória com gestos simples e verdadeiros. E, acima de tudo, um atleticano apaixonado. A homenagem, antes do confronto contra o Athletico Paranaense, teve o tamanho exato do sentimento. Sem exageros. Sem ruídos. Apenas respeito.
Depois, a bola rolou. E o Galo venceu o xará do Paraná, na tarde de domingo (4) por 2 a 1. Como se o destino tivesse reservado mais esse capítulo. Como se, de alguma forma, aquele resultado também fosse uma resposta. Um aceno. Um carinho. Entre um gol e outro, entre cada vibração da torcida, havia a sensação de que ele estava ali. Em algum lugar além do alcance dos olhos, mas perto o suficiente para sentir.
Talvez sorrindo. Talvez comemorando como sempre fez. Com o coração cheio e a alma leve.Para a família, ficou a emoção de ver o nome no alto. Para a torcida, a certeza de que certas paixões não se despedem. Elas continuam.E onde quer que esteja agora, Arnaldo Penna certamente celebrou. Porque o Galo venceu. E há vitórias que vão muito além do placar. A homenagem do Galo Arnaldo Penna referencia um atleticano de coração, falecido no dia 28 de março em Belo Horizonte e sepultado em Lafaiete.





