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Relato comovente de uma mãe expõe sequência de atendimentos no Hospital Bom Jesus e termina em tragédia em Congonhas

Um relato emocionante e revoltante de uma mãe tem gerado comoção e levantado questionamentos sobre o atendimento na rede de saúde, em Congonhas. Tainara Maria dos Santos Scherer Alves, de 29 anos, perdeu o único filho após uma sequência de idas ao Hospital Bom Jesus entre os dias 3 e 6 de abril. Segundo o relato, na sexta-feira (3), Bernardo Henrique Dos Santos Alves, de um ano e 8 meses, apresentou febre, chorava muito e já demonstrava sinais de prostração. No primeiro atendimento, não foram solicitados exames, e o diagnóstico apontado foi de gripe, sendo prescritos medicamentos e cuidados básicos.

No sábado (4), diante da piora do quadro, a mãe retornou ao hospital. A criança já apresentava falta de apetite, recusava líquidos e demonstrava dor intensa. Ainda assim, conforme o relato, um novo diagnóstico foi feito — desta vez, gastroenterite — novamente sem a realização de exames. No domingo (5), o estado de saúde se agravou significativamente. A criança passou a vomitar, não conseguia se levantar e permanecia extremamente prostrada. Somente nesse momento foram solicitados exames de sangue e urina. Após horas de espera, o resultado indicou uma infecção urinária já avançada, com comprometimento sistêmico.

Mesmo diante do quadro, a mãe afirma que a criança recebeu alta durante a madrugada, por volta das 4h, com prescrição de antibiótico para uso em casa. Na segunda-feira (6), a situação chegou ao limite. Segundo Tainara, o filho já não respondia a estímulos e estava extremamente debilitado. Ao dar entrada novamente na unidade de saúde, a criança foi levada diretamente para a sala de emergência. De acordo com informações médicas, houve convulsão e o quadro evoluiu para infecção generalizada.

A equipe realizou procedimentos intensivos, incluindo intubação. Durante o atendimento, a criança sofreu múltiplas paradas cardiorrespiratórias e, infelizmente, não resistiu. A mãe acredita que, se o tratamento adequado tivesse sido iniciado nos primeiros atendimentos, o desfecho poderia ter sido diferente. O caso gerou forte comoção e reacende o debate sobre a qualidade do atendimento médico e a importância de diagnósticos precoces. A criança foi sepultada no dia 7 de abril, no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, em Congonhas. A família espera a Justiça seja feita.

Nota do HBJ

Em um comunicado oficial divulgado nesta quinta-feira (9), o Hospital Bom Jesus manifestou profundo pesar pelo falecimento de uma criança de apenas 1 ano e 8 meses. Na nota, o hospital expressou solidariedade aos familiares e amigos, reforçando o desejo de força para enfrentar o que classificou como uma “perda irreparável”. A instituição garantiu que o caso está sendo tratado com o máximo rigor, seguindo todos os protocolos internos e institucionais para a devida condução dos fatos. A Comissão Intergestora do Hospital Bom Jesus reafirmou seu compromisso com a ética e a transparência, assegurando que permanece à inteira disposição da família para prestar os esclarecimentos necessários sobre as circunstâncias do ocorrido.

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