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A maioria das análises eleitorais está olhando para o lugar errado.

Luiz Gomes
Diretor Executivo na IMPOM PESQUISAS E INTELIGÊNCIA COMPETITIVA LTDA

14 de abril de 2026
Quando sai uma pesquisa, quase todo mundo corre para a pergunta estimulada.

Mas os analistas mais experientes sabem: O jogo de verdade começa na pergunta espontânea.

“Se as eleições fossem hoje, em quem você votaria?”

Sem lista. Sem ajuda. Sem indução. Por quê isso é tão importante?

Porque a espontânea revela algo que nenhuma outra pergunta mostra com a mesma precisão:

O voto que já está formado. 2. O nome que já ocupa espaço na mente do eleitor. 3. A candidatura que não depende de estímulo para existir.

E aqui está o erro mais comum:

Muitos olham os números da espontânea e dizem: “Percentual baixo… irrelevante.”

❌ Grande equívoco.

A espontânea não é sobre volume. É sobre solidez.

O que ela realmente indica:

  1. Nível de consolidação da candidatura 2. Força da marca política 3. Engajamento real (não induzido) 4. Presença no imaginário do eleitor

Agora, o indicador mais poderoso (e pouco explorado):

A distância entre a espontânea e a estimulada.

Se o candidato tem:

  1. Números próximos → candidatura consolidada 2. Grande diferença → potencial ainda não convertido

Simples assim.

E extremamente estratégico.

Insight de quem vive pesquisa eleitoral:

Antes de aparecer com força na estimulada… o candidato começa a crescer na espontânea.

Ou seja:

A espontânea antecipa movimentos.

Conclusão direta:

Se você quer entender o cenário eleitoral…

Não olhe apenas para quem está na frente.

Olhe para quem já está na cabeça do eleitor sem ser lembrado.

Você está analisando a pergunta espontânea de forma estratégica?

A IMPOM transforma dados em decisão.

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