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Governo planeja liberar comércio de carros usados no app CNH do Brasil

O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou nesta 3ª feira (9.jun.2026) que a compra e venda de carros usados poderá ser feita diretamente pelo aplicativo CNH do Brasil. A proposta elimina a necessidade de vistorias físicas e de reconhecimento de firma em cartórios para concluir a transferência de veículos.

O novo serviço tem o potencial de impactar um mercado que registra mais de 10 milhões de transações do tipo todos os anos no país. “A nossa intenção é poder fazer a compra e venda de veículos usados diretamente no aplicativo, sem precisar ter que levar o carro numa vistoria, fazer todo o processo burocrático, ter que ir no cartório, que hoje é uma epopeia”, declarou o ministro.

Atualmente, a transferência legal de um veículo exige a presença física das partes em cartórios e a realização de inspeções veiculares no Detran (Departamento Estadual de Trânsito). Com o avanço tecnológico proposto pela pasta, o governo visa centralizar todo o procedimento no celular do usuário.

Santoro avalia que as etapas burocráticas em vigor geram custos altos ao cidadão. Ele defendeu a digitalização acelerada para facilitar as negociações.

Principais mudanças com o novo sistema:

  • Fim da vistoria física obrigatória nos Detrans;
  • Dispensa de ida presencial aos cartórios para o reconhecimento de firma;
  • Viabilização da assinatura da transferência inteiramente pelo aplicativo.

O ministro argumenta que os recursos financeiros e o tempo economizados pelo brasileiro nessas etapas obrigatórias poderão ser direcionados a serviços essenciais ou a atividades familiares. Ele afirmou que esse será “mais um serviço que o governo vai colocar usando tecnologia, solução e padronização no país inteiro”.

Integração e CNH do Brasil

O aplicativo CNH do Brasil, que concentrará a nova funcionalidade de transferências, possui hoje uma base superior a 60 milhões de usuários cadastrados.

Durante a transmissão, Santoro comemorou os resultados recentes da plataforma. Em 5 meses de operação, o sistema atingiu um recorde, ultrapassando a marca de 1 milhão de emissões e renovações. A estimativa do Ministério dos Transportes é que a desburocratização no processo de emissão da habilitação já tenha gerado uma economia superior a R$ 2 bilhões aos cofres das famílias. O valor do documento, que chegava a custar entre R$ 4.000 e R$ 5.000, caiu para menos de R$ 1.000 em muitas situações.

O ministro antecipou ainda que a digitalização do setor avançará em outras frentes. A partir de outubro, o mesmo aplicativo passará a integrar o pagamento de tarifas em pórticos de pedágio eletrônico, no modelo free flow (fluxo livre), de modo a abranger tanto as concessões de rodovias federais quanto as estaduais.

Fonte: Poder360

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