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Uma cidade de Minas Gerais com 411 mil habitantes abriga uma fábrica que ocupa 2,2 milhões de metros quadrados e já produziu 18 milhões de carros desde 1976 incluindo o primeiro carro a etanol do mundo e agora vai receber R$ 14 bilhões em investimentos para se tornar a maior planta da Stellantis no planeta inteiro

Existe uma cidade de Minas Gerais na região metropolitana de Belo Horizonte onde mais de 43 mil veículos saem de uma única fábrica por mês. Betim abriga o Polo Automotivo da Stellantis, uma planta inaugurada em 1976 que acumula 18 milhões de veículos produzidos ao longo de quase cinco décadas e que agora vai receber R$ 14 bilhões em investimentos de 2025 a 2030, o maior aporte da história da fábrica mineira. A cidade de Minas Gerais com 411 mil habitantes é, sem exagero, uma das capitais mundiais da produção automotiva, responsável por modelos que lideram as vendas no Brasil há décadas.

A transformação dessa cidade de Minas Gerais em potência industrial começou quando a Fiat escolheu Betim para instalar sua fábrica brasileira na década de 1970. A decisão atraiu centenas de empresas fornecedoras e criou uma rede de produção integrada que hoje reúne mais de 300 fornecedores diretos e gera 17 mil empregos diretos, o que representa mais da metade da força de trabalho da Stellantis na América do Sul inteira. De lá saíram o Fiat 147, primeiro carro a etanol do mundo, a Fiat Strada, tricampeã de vendas no Brasil, e os primeiros híbridos flex produzidos na América do Sul.

Os R$ 14 bilhões que vão transformar a fábrica nessa cidade de Minas Gerais

Segundo Monitor do Mercado, o investimento anunciado pela Stellantis para o Polo de Betim entre 2025 e 2030 é o maior da história da planta. Os R$ 14 bilhões fazem parte de um ciclo total de R$ 32 bilhões que a Stellantis destina à América do Sul, o maior investimento da história da indústria automotiva na região. O aporte vai impulsionar o lançamento de 40 novos produtos e 8 novos powertrains, incluindo veículos equipados com a tecnologia Bio-Hybrid, que combina eletrificação com etanol.

A cidade de Minas Gerais também recebeu R$ 454 milhões para ampliar a capacidade de produção de motores de 200 mil para 1,1 milhão de unidades por ano. A nova linha produzirá motores flex de alta eficiência e baixas emissões que serão associados às tecnologias de hibridização, consolidando o Brasil como centro global no desenvolvimento de powertrains. Segundo Emanuele Cappellano, ex-presidente da Stellantis para a América do Sul, Betim é “uma das maiores plantas da Stellantis no mundo, possuindo total autonomia tecnológica na América do Sul.”

Os 18 milhões de veículos que saíram dessa cidade de Minas Gerais desde 1976

O marco de 18 milhões de veículos produzidos foi alcançado em julho de 2025, quando um Fiat Fastback Hybrid saiu da linha de montagem como o “veículo 18 milhões”. Mais de 4 milhões desses veículos foram exportados para 37 países, fazendo da fábrica nessa cidade de Minas Gerais um motor para a economia do estado e do país. A planta produz atualmente seis modelos da Fiat (Strada, Argo, Mobi, Pulse, Fastback e Fiorino) e o Peugeot Partner Rapid.

A fábrica em Betim também abriga o maior centro de produção de powertrains da América Latina. Em 2025, a unidade atingiu 17 milhões de transmissões e 2,3 milhões de motores da família Firefly produzidos, além de 1,8 milhão de motores GSE Turbo. A diversidade de produção consolida a cidade de Minas Gerais como um centro completo que vai muito além da montagem de carros: desenvolve, testa e fabrica desde o motor até o veículo final.

A estrutura que faz dessa cidade de Minas Gerais uma referência global

O Polo Automotivo de Betim não é apenas uma linha de montagem. A cidade de Minas Gerais concentra o Tech Center Stellantis, que reúne mais de 3 mil engenheiros, designers e técnicos responsáveis por todas as fases de desenvolvimento de novos veículos, com mais de 60 laboratórios e centros dedicados à segurança, desenvolvimento virtual e tecnologias de eletrificação. O complexo tem autonomia completa para projetar, desenvolver e testar veículos sem depender de centros no exterior.

A localização geográfica da cidade de Minas Gerais também é estratégica para a logística. Betim ocupa posição central no triângulo econômico entre Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, com acesso direto à rodovia Fernão Dias que facilita o escoamento de veículos e peças para todo o país. Segundo dados do Governo de Minas Gerais, a cidade se tornou referência global em produtividade industrial e eficiência logística, atraindo centros de distribuição e empresas de transporte que buscam otimizar entregas no Sudeste.

O que Betim oferece além da fábrica para seus 411 mil habitantes

Apesar da vocação industrial, a cidade de Minas Gerais não se resume à fábrica. Betim oferece espaços de lazer como o Parque de Exposições e a Represa Vargem das Flores, ponto de encontro para esportes náuticos, além de centros culturais como a Casa da Cultura Josefina Bento e o Parque Ecológico Vale Verde. O comércio local é vibrante, com shoppings modernos que atendem a uma população crescente e diversificada.

A cobertura de esgotamento sanitário atinge 89,2% da área urbana, segundo o IBGE, e a área urbanizada se estende por aproximadamente 95 km². O PIB per capita é um dos mais elevados de Minas Gerais, sustentado pela presença da Stellantis e das centenas de empresas que compõem a cadeia produtiva automotiva. Para os 411 mil habitantes, viver nessa cidade de Minas Gerais significa estar no epicentro da produção industrial brasileira, em uma comunidade que cresce impulsionada por investimentos bilionários que não mostram sinais de desaceleração.


Fonte: Click Petróleo e Gás

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