Líder nas pesquisas de intenção de votos para o governo do Estado, o Senador Cleitinho é o nome preferido de seu colega de Senado e presidenciável Flávio Bolsonaro de quem é apoiador declarado. Além da vontade Cleitinho em aceitar em concorrer ao Palácio Tiradentes, esta aliança pode não ser definida hoje por um pequeno detalhe, o nome que irá compor chapa para o Governo. Enquanto Cleitinho tem a preferência pelo seu correligionário Luís Eduardo Falcão, que deixou recentemente a Prefeitura de patos de Minas e a Presidência da Associação Mineira de Municípios. Por outro lado, o PL tem como nomes tanto para compor chapa, quanto para concorrer ao governo em caso de desistência do Senador o ex Presidente da FIEMG, Flávio Roscoe e o ex Prefeito de Betim e Deputado Federal por quatro mandatos Vitorio Mediolli.
Além de um palanque forte para Flávio Bolsonaro, o PL priorizou a eleição para o Senado, sendo que em momento algum enquanto se cogitava uma frente de direita concorrendo ao Governo de Minas liderada pelo Governador Mateus Simões, o PL cogitou indicar um nome para compor a chapa. Desta forma, a composição da chapa para o Governo composta por dois Republicanos, não seria empecilho para o PL apoiar a candidatura de Cleitinho, o que garantiria um palanque forte para Flávio Bolsonaro no Estado e uma vaga para o Senado ao partido. A outra vaga na chapa pode ficar com Marcelo Aro, que traria consigo além da Federação União Progressista, o Podemos e o DC, que além ao mesmo tempo fortalece a chapa de Cleitinho e enfraquece a chapa de Mateus Simões.
Por outro lado, sem Rodrigo Pacheco, o PT não consegue formar um palanque forte para o Presidente Lula que busca se reeleger. No PSB, surgem como alternativas o ex Procurador Jarbas Soares, o ex Senador Clésio Andrade e o ex Presidente da FIESP, Josué Alencar, filho do ex Vice Presidente José Alencar. Dentro do PT, os principais nomes são dos Deputados Federais Reginaldo Lopes e Patrus Ananias, que pretendem se reeleger e da ex Prefeita de Contagem, Marília Campos, que pretende concorrer ao Senado. Outros nomes cogitados foram dos pré candidatos Alexandre Kalil do PDT e Gabriel Guimarães do MDB. Caso não haja acerto com algum destes nomes, o partido tende a lançar o nome da ex reitora da UFMG, Professora Sandra Goulart, que filiou ao PT no último mês de abril.
A pouco mais de quatro meses das eleições, caso aliança Republicanos-PL seja anunciada hoje á noite em Patos de Minas, na visita do Presidenciável Flávio Bolsonaro a cidade, o cenário político eleitoral de Minas Gerais tende a ficar mais favorável para a direita na eleição para o Governo de Minas e consequentemente na disputa presidencial. Vale ressaltar que Minas Gerais é o Estado que definiu todas as eleições presidenciais desde 1946 com a exceção de 1950, onde o ex Prefeito de Belo Horizonte, Cristiano Machado, venceu em Minas Gerais, mas foi derrotado nacionalmente por Getúlio Vargas.



