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Operação da Polícia Civil resgata 195 porcos em situação de maus-tratos e fecha açougues

Uma grande operação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) resultou no resgate de 195 suínos em situação de maus-tratos, na prisão de duas pessoas e na interdição de oito estabelecimentos investigados por envolvimento com abate clandestino de animais e comercialização irregular de carnes. A ação foi realizada nesta quarta-feira (17) nos municípios de Entre Rios de Minas e São Brás do Suaçuí, na região do Campo das Vertentes.

A operação contou com o apoio da Polícia Militar de Meio Ambiente e de técnicos da Vigilância Sanitária Municipal para o cumprimento de mandados de interdição judicial cautelar expedidos pela Justiça. Mais de 30 policiais civis participaram da ação, além de peritos criminais e médicos-veterinários.

Durante os trabalhos, as equipes vistoriaram um imóvel utilizado para o abate clandestino de animais. No local, foram encontrados 195 suínos mantidos em condições consideradas inadequadas, caracterizando maus-tratos. Por determinação judicial, os animais foram recolhidos pela Prefeitura de São Brás do Suaçuí e receberão destinação adequada, sendo proibido o sacrifício.

Os policiais também apreenderam equipamentos utilizados na atividade irregular, como talhas e marretas. Durante a perícia, foram identificados indícios de crime ambiental relacionados à poluição. O responsável pelo imóvel não foi localizado e será alvo de investigação por meio de inquérito policial.

Na área urbana de Entre Rios de Minas, três açougues foram interditados em cumprimento às determinações judiciais. Em um dos estabelecimentos, a fiscalização encontrou grande quantidade de carne considerada imprópria para consumo. Segundo a Vigilância Sanitária, os produtos apresentavam sinais de deterioração e estavam armazenados em condições inadequadas, sendo imediatamente descartados.

Uma mulher e um homem foram presos em flagrante por crimes contra as relações de consumo. Após os procedimentos na delegacia, ambos foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações continuam para identificar todos os envolvidos nas irregularidades constatadas, além de apurar a extensão das práticas ilegais e eventuais responsabilidades nas esferas criminal, ambiental e sanitária.

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