A Prefeitura de Congonhas, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, apresentou oficialmente, nesta quinta-feira, dia 18 de junho, o Plano Municipal de Ação Climática (PLAC), elaborado com o apoio da plataforma CLIMATIVA. A iniciativa representa um importante avanço na construção de políticas públicas voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas, alinhando ações de mitigação, adaptação e desenvolvimento sustentável às necessidades e características do município.
O PLAC é uma ferramenta estratégica de planejamento, acompanhamento e monitoramento de ações voltadas à redução dos impactos das mudanças climáticas e ao fortalecimento da capacidade de resposta do município diante dos desafios ambientais. Desenvolvido por meio da metodologia CLIMATIVA, criada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o plano combina análises técnicas, participação social e tomada de decisões estratégicas para promover uma gestão climática eficiente e integrada.
Desde o início dos trabalhos, o processo contou com a participação de representantes do poder público, da sociedade civil e de instituições parceiras. O Grupo Gestor do PLAC reuniu integrantes das secretarias municipais de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Educação, Gestão Urbana, Ciência, Inovação e Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Defesa Civil, além de representantes do terceiro setor.
A elaboração do plano seguiu etapas que incluíram o levantamento de informações e diagnósticos, oficinas participativas com a comunidade, definição e priorização de ações estratégicas, redação do documento e agora, a apresentação e discussão pública das propostas. O resultado é um planejamento estruturado para orientar as ações climáticas do município nos próximos anos.
De acordo com a gerente de Políticas de Mitigação, Adaptação e Implementação e gestora do PLAC, Aline Silva, o plano foi construído em sintonia com os objetivos estratégicos já definidos pelo município.“Quando falamos do PLAC, é importante destacar que ele não está sendo construído de forma isolada. Estamos buscando um alinhamento direto com a Agenda Estratégica do Município, garantindo que as ações climáticas contribuam para os objetivos já estabelecidos pela gestão, especialmente aqueles relacionados à sustentabilidade, à qualidade de vida da população, à preservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável de Congonhas”, destaca.
Aline ressalta ainda que o município já desenvolve diversas iniciativas que contribuem para a agenda climática: “Não estamos partindo do zero. Congonhas já possui ações de educação ambiental, projetos de recuperação e conservação ambiental, iniciativas voltadas à gestão de resíduos, à segurança hídrica e outras atividades que contribuem para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas. O papel do PLAC é justamente organizar, integrar e fortalecer essas iniciativas, identificando oportunidades, definindo metas e criando um planejamento de longo prazo que permita ao município avançar de forma estruturada na agenda climática”, afirma.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, o PLAC consolida o conhecimento técnico produzido sobre o município e o aproxima das experiências e prioridades apresentadas pelos moradores, sendo uma base importante para as ações que serão fundamentais para as próximas gerações. “A partir de agora, o principal desafio é transformar essas diretrizes em ações efetivas, acompanhadas por metas, indicadores e avaliação permanente. Preservar os ecossistemas, recuperar áreas degradadas, proteger nascentes, ampliar as áreas verdes, reduzir emissões e preparar a cidade para eventos extremos são partes de uma mesma estratégia: garantir que Congonhas possa se desenvolver sem ampliar suas vulnerabilidades. Este Plano não encerra um trabalho; ele estabelece uma base para decisões mais responsáveis e para uma política climática capaz de permanecer viva ao longo dos próximos anos”, ressalta.
O Plano Municipal de Ação Climática de Congonhas foi elaborado por meio da plataforma CLIMATIVA, com apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad) e financiamento da Embaixada da França no Brasil. A expectativa é que o documento sirva como referência para a implementação de ações concretas que promovam maior resiliência climática, proteção ambiental e qualidade de vida para a população, em consonância com as políticas climáticas estadual e nacional.
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