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Nas terras de Ibitipoca, em se plantando (quase) tudo dá

São 1,5 mil hectares do Parque Nacional de Ibitipoca, o Ibiti Projeto planta 6 mil hectares por lá, uma ação socioambiental que está colhendo bons frutos.

Primeiro o café (esse mês), depois o morango (15 de agosto), em seguida a juçara (12 de setembro) e por último a maçã (12 de dezembro). O Ibiti Projeto, uma ação socioambiental que abrange uma área de 6 mil hectares no entorno do Parque Estadual do Ibitipoca (que tem 1,5 mil hectare) está cada vez mais produtivo. Tanto que esse ano a colheita de alguns dos seus produtos agrícolas cultivados de forma orgânica está sendo celebrada. A começar pelo café especial (82,25 pontos) da variedade Arara, que reuniu os participantes no meio do cafezal para degustar a bebida, acompanhada de quitutes ao som do acordeon. O plantio já soma 44 anos, mas pela primeira vez é festejada com comida de fogão a lenha e conversas em torno do termo que virou a bola da vez no enfrentamento climático: “regenerar”.

“Regenerar o solo, regenerar o ingrediente que vai à mesa, regenerar a forma que o pequeno produtor lida com a terra, regenerar as pessoas”, resume Renato Machado, idealizador do Ibiti Projeto, que surgiu com o nome Reserva do Ibitipoca, numa fazenda do século 18, hoje uma das três opções de hospedagem sustentável.

Conceição de Ibitipoca rumo ao selo da ONU Distrito de Lima Duarte, na Zona da Mata Mineira, Conceição de Ibitipoca disputa o selo “Melhores Vilas Turísticas do Mundo”, da ONU Turismo. E se depender do café do Ibiti Projeto, um rótulo especial (86 pontos) da variedade Arara, pode faturar o título.

Ainda sobre hospedagem, há opções para quem é de fora como a Vila Mogo, uma forma de hospedagem ousada, na qual o turista fica em meio aos moradores. “Não dá para saber qual é a casa de turista e qual é a de morador, a graça é essa”, diz Renato Machado.

O Ibiti Projeto conta também com acomodações, lofts mais remotos chamados Isgoné, com zero conectividade – alguns sem internet -, cujo nome tem uma história que resume bem a hospitalidade mineira. Eis que o turista europeu resolveu batizar o local de Eagle’s Nest (o “Ninho do Gavião”), mas que nas internas, na comunicação via rádio entre funcionários, acabou virando “isgoné”. Nada fora dos padrões num destino onde harmoniosamente cabe praticar português, inglês e mineirês.

Fonte: O Globo

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