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Homem mata namorada, esconde o corpo na geladeira e mente para polícia

Renan de Lorena estava escondido no Paraná e confessou ter matado a companheira, Thaíssa Lino; ele estava foragido há meses pelo crime brutal

Por Cadu Bruno

Renan de Lorena Rem de Jesus, de 32 anos, foi preso nessa terça-feira (21/7) em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Ele estava foragido há meses após matar a companheira, Thaíssa Lino de Souza, de 22 anos, e esconder o corpo dentro de uma geladeira em Rio das Ostras (RJ).

O suspeito vivia escondido em um quarto alugado no Bairro Lagoa Dourada. O crime aconteceu em junho de 2025. Thaíssa desapareceu em 30 de agosto e foi encontrada morta pelo padrasto na noite de 3 de setembro, dentro do eletrodoméstico na casa onde o casal morava.

De acordo com informações da TV Globo, após a prisão, Renan confessou que enforcou a jovem durante uma briga. Ao perceber que ela havia morrido, colocou o corpo na geladeira.

Histórico de violência

O relacionamento de Renan e Thaíssa durava cerca de cinco anos. A Polícia Civil do Rio de Janeiro registrou um histórico de brigas e denúncias de cárcere privado quando o casal morava em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Eles estavam na casa de Rio das Ostras há apenas três meses quando o crime ocorreu, segundo o delegado. Aos policiais, o homem disse estar arrependido de ter matado a companheira.

Dois dias de trabalho de campo para localizar o suspeito

Segundo o delegado Rodrigo Colombelli, Renan passou por várias cidades antes de chegar a Foz do Iguaçu. A prisão resultou de informações compartilhadas entre a Polícia Civil fluminense e o Grupo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial do Paraná (Tigre).

A equipe policial trabalhou por dois dias para confirmar que o suspeito estava na cidade. Ao arrombar a porta do imóvel, os agentes encontraram o foragido, que inicialmente apresentou um nome falso. Ele admitiu a autoria do feminicídio após ser confrontado com as evidências.

Para sobreviver durante a fuga, Renan contou que pedia dinheiro nas ruas, fazia vendas e trabalhou como servente de pedreiro. “Verificamos que o proprietário da residência não teria cometido nenhum ilícito, ele realmente estava alugando aparentemente de boa-fé”, disse Colombelli à TV Globo.

Renan foi levado à sede da Divisão Estadual de Narcóticos do Paraná (Denarc-PR). Ele será interrogado por videoconferência pela polícia do Rio antes de ser transferido para a cadeia pública local e, depois, para o estado fluminense. O suspeito responde por feminicídio e pode ser condenado a até 30 anos de prisão.

fonte: Estado de Minas

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