A Prefeitura de Congonhas, por meio da Secretaria Municipal de Educação, realizou, na última terça-feira (29), a cerimônia de premiação da 8ª edição do tradicional Concurso Dom Silvério. A iniciativa reuniu estudantes dos 7º e 8º anos da Rede Municipal de Ensino em uma proposta que aliou pesquisa, leitura, e produção artística através de fotografias, para valorizar a trajetória e o legado de Dom Silvério Gomes Pimenta. Além do reconhecimento, os três primeiros colocados receberam uma bicicleta como premiação. A iniciativa é desenvolvida pelo Grupo de Referência de Igualdade Étnico-Racial (GRIER), com patrocínio do Grupo J. Mendes.
O primeiro lugar ficou com Gabrielly Vitória da Paixão Militão, aluna do 8º ano da Escola Municipal João Narciso, orientada pelo professor Carlos Euzébio Ferreira. A estudante representou o trecho do livro Silvério, o Profeta Negro, relacionado às angústias da pobreza e às origens de Dom Silvério.
Em segundo lugar, foi premiado Arthur Bernardo Nascimento Castro, aluno do 8º ano da E. M. Michel Pereira de Souza, orientado pela professora Josienne Kelly Osório. O trabalho foi inspirado no trecho que retrata Dom Silvério ainda jovem, estudando à luz de uma lamparina, destacando sua trajetória de dedicação aos estudos.
O terceiro lugar foi conquistado por Nicolas Henrique Santos Vieira, aluno do 7º ano da E. M. Dona Caetana Pereira Trindade, orientado pela professora Josélia Ferreira Henriques. A produção teve como referência um trecho que destaca a trajetória de Dom Silvério até se tornar bispo de Mariana.
Para Gabrielly Vitória, vencedora da edição, participar do concurso foi uma oportunidade de conhecer mais sobre a história de um personagem importante para Congonhas. “Foi muito especial participar e aprender mais sobre Dom Silvério. Foi um grande desafio, estou muito feliz pelo resultado”.
O professor Carlos Euzébio Ferreira, destacou o trabalho desenvolvido ao longo dos meses de preparação e a participação da comunidade escolar na construção dos trabalhos. “Desde junho, iniciamos todo o processo de preparação, com um trabalho de sensibilização e atividades desenvolvidas em sala de aula. Foi um trabalho construído coletivamente, com a participação dos alunos, das famílias e das pedagogas, que contribuíram em diferentes etapas. Também contamos com o apoio do historiador André Candevra, que enriqueceu esse processo de conhecimento sobre a trajetória e o legado de Dom Silvério. Foi muito importante acompanhar os estudantes nesse percurso e ver como eles conseguiram transformar o que aprenderam em trabalhos criativos e significativos,” destacou o professor.
Ao todo, nove estudantes, representantes das escolas municipais participantes, chegaram à etapa final do concurso. Além dos três primeiros colocados, também foram finalistas Matheus Felippe Silva Oliveira, da Escola Municipal Senhor Odorico Martinho da Silva; Mario Vitor Pereira de Souza Silva, da Escola Municipal Rosália Andrade da Glória; Renan Felipe Pereira Santos, da Escola Municipal Fortunata de Freitas Junqueira; Lucas Emanuel Santos da Cruz, da Escola Municipal Dom João Muniz; Alex Júnio Santos Marcelino, da Escola Municipal José Monteiro de Castro; e Nicollas Rafael Martins de Lima, da Escola Municipal Judith Augusta Ferreira.
Os nove finalistas e os professores envolvidos receberam premiação de participação, enquanto os três primeiros colocados foram contemplados com uma bicicleta.
De acordo com a Secretaria de Educação, a atividade reforça a importância de aproximar os estudantes da história do município e valoriza a pesquisa, a criatividade e o reconhecimento da contribuição de personalidades negras para a formação cultural e histórica do município.
Quem foi Dom Silvério
Nascido em Congonhas, em 12 de janeiro de 1840, Dom Silvério Gomes Pimenta foi sacerdote, professor, escritor, poeta, jornalista, bispo e arcebispo. Filho de uma família pobre e de ascendência negra, tornou-se o primeiro bispo negro da Igreja Católica no Brasil e, posteriormente, o primeiro arcebispo da Arquidiocese de Mariana. Também foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, em 1919. Sua trajetória é reconhecida por sua contribuição à educação, à cultura e à produção intelectual.
Por Secretaria de Comunicação / Prefeitura de Congonhas





