A falta de moradias populares e a inflação dos aluguéis em Congonhas foram temas de uma audiência pública na Câmara Municipal. Proposta pela vereadora Simônia Magalhães (PL), a reunião realizada na última quarta-feira (4), contou com a presença do secretário municipal de Habitação, Hugo Melillo e debateu as dificuldades enfrentadas pelas famílias de baixa renda para conseguir uma casa própria.
Durante a audiência, os moradores também sugeriram o estudo de alternativas para resolver o déficit habitacional do município como a construção de casas em mutirão, a concessão de subsídios para que as próprias famílias possam construir suas moradias e a busca de parcerias com o Governo Federal por meio de programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida para viabilizar projetos habitacionais na cidade.
Segundo ofício da Prefeitura, Congonhas encerrou 2025 com 4.678 inscrições no cadastro habitacional para casa própria. Conforme os dados apresentados pela Administração Municipal, atualmente 224 famílias são beneficiárias do Programa de Aluguel Social que teve um custo de R$2,4 milhões em 2025 para o Governo.
O secretário de Habitação destacou alguns projetos e ações que o Governo Municipal tem realizado para atender à demanda por moradias populares em Congonhas. Entre elas, está prevista a construção de 200 unidades habitacionais pelo programa Minha Casa, Minha Vida. O processo de chamamento público para seleção da empresa responsável pelas obras já foi iniciado e deve ser concluído em dezembro. A previsão é que, após o fim da fase processual, a execução das obras seja realizada em até 24 meses.
Segundo Melilo, o município também trabalha na elaboração de um projeto para construção de outras 96 moradias com recursos da Prefeitura e na contratação de reformas em 84 imóveis. Ainda de acordo com o gestor da pasta de Habitação da Prefeitura, atualmente, 224 famílias são beneficiadas pelo aluguel social e outras 121 são atendidas pelo programa Mãos Solidárias.
CONJUNTO HABITACIONAL DO CAMPINHO
A situação do conjunto habitacional do Campinho também foi discutida. Segundo o secretário Hugo Melillo, foram identificadas falhas no projeto que poderão elevar o custo da obra, inicialmente previsto em R$ 30 milhões, para cerca de R$ 42 milhões. O contrato original, porém, não permite aditivos suficientes para cobrir todas as correções necessárias, o que impede a continuidade dos trabalhos nas condições atuais. Por isso, será necessária uma nova licitação para dar continuidade à construção.
O responsável pela pasta da Habitação esclareceu que a Prefeitura não pretende abandonar o empreendimento e trabalha na adequação do projeto e na apuração e revisão do antigo contrato através da Secretaria Municipal de Integridade e Controle Interno. Os vereadores cobraram a apuração das possíveis falhas no projeto do Campinho e maior agilidade na execução dos programas habitacionais do município. O Vereador Eduardo Matosinho cobrou uma ampla fiscalização no Conjunto Habitacional do Campinho.
- Por Reinaldo Silva



