A tradição, o sabor e a valorização da cultura popular marcaram a abertura da 26ª edição do Festival da Quitanda de Congonhas 2026, realizada neste sábado (16), na Romaria, em Congonhas. Durante o dia, o público percorreu as barracas do festival e encontrou uma grande variedade de quitandas artesanais, como biscoitos, broas, bolos e rosquinhas. Ao todo, o evento reúne 72 expositores, entre quitandeiras locais e regionais, cachaçarias, comércio especializado e artesanato, valorizando a produção cultural e gastronômica de Congonhas e região. Os visitantes também puderam aproveitar a distribuição gratuita do tradicional Chá de Congonha e experimentar o famoso cubu, iguaria típica do festival.
A programação cultural também foi um dos destaques do primeiro dia, com apresentações que celebraram a música e a identidade mineira. O encerramento da noite ficou por conta do show do cantor Renato Teixeira, que emocionou o público ao se apresentar na Romaria, interpretando grandes sucessos de sua carreira e reforçando a conexão entre sua obra e Congonhas.
Um momento em destaque no primeiro dia foi a “Quitanda Show” com o Chef Geraldo Caleffi, que conduziu uma experiência gastronomia ao vivo ao apresentar receitas e técnicas que valorizam os ingredientes e as tradições da culinária mineira, como a broinha de canjica e o churros de pão de queijo, aproximando o público dos sabores regionais.
Neste domingo, o chef retorna ao espaço às 11h, acompanhado da Chef Maria José para mais uma aula-show aberta ao público, com o preparo da broa mané pelado e do bolinho de milho com lombo e queijo, reforçando a proposta de interação e valorização da culinária tradicional.
Como novidade desta edição do Festival da Quitanda , o seminário temático foi realizado pela primeira vez e promoveu reflexões sobre patrimônio cultural, memória e desenvolvimento econômico. O primeiro painel tratou das políticas públicas para o patrimônio imaterial, com a participação do prefeito Anderson Cabido, da secretária municipal de Cultura Pollyana Silva e da diretora substituta do Departamento de Patrimônio Imaterial do IPHAN, Marina Duque Coutinho de Abreu Lacerda.
Na sequência, o painel “A Trajetória do Festival da Quitanda” resgatou a história e a relevância cultural do evento para o município, destacando sua consolidação ao longo dos anos. Ao final, foi entregue aos participantes o Livro de Receitas 2026. Encerrando a programação, o painel “Quitanda e a Economia Criativa” promoveu reflexões sobre geração de renda, gastronomia e fortalecimento das tradições, reforçando o papel da cultura alimentar como instrumento de desenvolvimento local.
Morador de Congonhas a cerca de 15 anos e natural de Caratinga, Jorge Mendes foi um dos visitantes que aprovou as tradições gastronômicas do Festival da Quitanda de Congonhas 2026. “Todo ano eu venho ao festival, mas desta vez consegui experimentar o chá de Congonha pela primeira vez e gostei demais. Agora também estou na fila para pegar o cubu. O evento está muito bonito, organizado e com muitas opções para o público”, destacou.
A programação cultural também movimentou o público durante toda a noite, com apresentações do Cortejo Seresteiro de Passagem, Rubinho do Vale e o cantor Renato Teixeira, que encerrou a primeira noite do festival com um show marcado por clássicos.
Durante a apresentação, o cantor Renato Teixeira destacou a emoção de retornar a Congonhas e a importância de se apresentar no espaço da Romaria. O artista ressaltou ainda a riqueza das quitandas mineiras e o valor da tradição gastronômica local, que considera parte fundamental da identidade cultural de Minas Gerais. “É sempre uma alegria voltar a Congonhas. Aqui a gente sente de perto essa cultura tão viva, essas quitandas maravilhosas que fazem parte da história de Minas. E cantar ‘Romaria’ aqui, na Romaria com essa estrutura linda e reformada, me faz sentir uma forte emoção, porque essa música ganha um sentido ainda mais profundo neste lugar”, afirmou o cantor.
Reconhecido por sua trajetória na música sertaneja de raiz, também conhecida como música caipira, Renato Teixeira construiu uma carreira marcada por letras poéticas e narrativas que retratam a vida simples, a fé, a natureza e o cotidiano do homem do campo, além do uso da viola caipira e de arranjos tradicionais.
O 26º Festival da Quitanda é promovido pela Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Congonhas em parceria com a FUMCULT, conta com o apoio da CSN Mineração, NGC, Congás, Rosilene Campolina e Globo.
O Festival da Quitanda de Congonhas continua neste domingo (17) com programação cultural e artística ao longo de todo o dia:
– 9h – Abertura com Grupo Alegria Sertaneja
– 11h – Grupo Cultural Meninas de Sinhá
– 13h – Grupo de Catira Solas de Ouro
– 15h – Premiação Quitandas
– 16h – Show com Viola ao Vento
– 17h30 – Show com Mayara Rodriguez
Traga a sua família e experimente as delícias do festival mais gostoso de Minas Gerais!
Por Secretaria de Comunicação/Prefeitura de Congonhas












