Festival reuniu mais de 7 mil espectadores em Congonhas, transformou a economia local e encerrou com premiação da mostra infantil competitiva
Congonhas viveu, durante cinco dias, uma edição histórica do PROFESTeatro. A nona edição do festival reuniu mais de 7 mil espectadores e consolidou o evento como um dos principais festivais de artes cênicas de Minas Gerais e do Brasil. A programação apresentou 28 espetáculos vindos de oito estados brasileiros, ocupando o Teatro Municipal Dom Silvério Gomes Pimenta, o Museu de Congonhas, a Praça e o Parque Natural da Romaria com sessões praticamente esgotadas do início ao fim.
Famílias, estudantes, artistas e visitantes de diferentes regiões do país ocuparam os espaços da cidade histórica, que se transformou em palco de encontros, intercâmbios e celebração das artes cênicas. O impacto, contudo, foi além dos palcos: hotéis, pousadas, restaurantes e estabelecimentos da região registraram aumento significativo no fluxo de visitantes, reforçando o potencial do festival como instrumento de desenvolvimento cultural e turístico.
A organização ficou a cargo do Grupo de Teatro Dez Pras Oito, que mais uma vez entregou uma programação de excelência. A equipe de comunicação do festival promoveu ampla cobertura audiovisual com vídeos, fotografias, reportagens e transmissões, garantindo visibilidade nacional ao evento e projetando o nome de Congonhas além de suas fronteiras.
João Sabará será o homenageado da 10ª edição
O maior anúncio da cerimônia de encerramento não veio da premiação. A organização revelou oficialmente que a 10ª edição do PROFESTeatro, em 2027, prestará homenagem a João Sabará, o idealizador do festival, criado por ele em 2009.
A homenagem reconhece a trajetória de quem, ainda muito jovem, sonhou em criar um evento capaz de transformar vidas por meio da arte e realizou esse sonho com coragem, dedicação e paixão pelo teatro. Ao longo de quase duas décadas, o festival fundado por ele cresceu e se tornou uma das mais importantes iniciativas culturais da região.
Premiação consagra talentos do teatro infantil
Um dos momentos mais aguardados da edição foi a cerimônia de premiação da mostra competitiva infantil. O espetáculo “A Rainha Que Não Teve Infância” foi o grande vencedor da noite, levando os troféus de Melhor Espetáculo, Melhor Direção (Marcos Papollo) e Melhor Texto.
Na disputa de interpretação, Roger Santos conquistou o prêmio de Melhor Ator pelo espetáculo Memórias da Maleta do Tio Cosme, enquanto Manuela Salvador foi eleita Melhor Atriz por sua atuação em Quem Matou Alice no País das Maravilhas — espetáculo que também levou os prêmios de Melhor Ator Coadjuvante (Felipe da Rocha da Silva) e Melhor Visagismo. Ana Luiza Izaque, de A Rainha Que Não Teve Infância, recebeu o troféu de Melhor Atriz Coadjuvante.
Nos quesitos técnicos, Peter & Wendy se destacou com os prêmios de Melhor Cenário e Melhor Figurino. Memórias da Maleta do Tio Cosme foi premiado em Melhor Iluminação, e Porque o Porquê é Porquê? levou o troféu de Melhor Trilha Sonora.
O Prêmio Especial do Júri foi concedido a Daniel Willian, da Cia. Eita, em reconhecimento à sua contribuição artística ao longo do festival.
Vencedores — Mostra Infantil Competitiva
Melhor Espetáculo: A Rainha Que Não Teve Infância
Melhor Direção: Marcos Papollo (A Rainha Que Não Teve Infância)
Melhor Ator: Roger Santos (Memórias da Maleta do Tio Cosme)
Melhor Atriz: Manuela Salvador (Quem Matou Alice no País das Maravilhas)
Melhor Ator Coadjuvante: Felipe da Rocha da Silva (Quem Matou Alice no País das Maravilhas)
Melhor Atriz Coadjuvante: Ana Luiza Izaque (A Rainha Que Não Teve Infância)
Melhor Texto: A Rainha Que Não Teve Infância
Melhor Cenário: Peter & Wendy
Melhor Figurino: Peter & Wendy
Melhor Iluminação: Memórias da Maleta do Tio Cosme
Melhor Visagismo: Quem Matou Alice no País das Maravilhas
Melhor Trilha Sonora: Porque o Porquê é Porquê?
Prêmio Especial do Júri: Daniel Willian (Cia. Eita)



