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Escondida no sul de Minas, a maior fazenda da América Latina é uma construção histórica com 365 janelas, 52 quartos e 6.000 m² de área construída, cercada por lendas da internet, visitas guiadas e memórias de um passado de riqueza e trabalho escravizado

Um casarão em Santa Rita de Jacutinga, no sul de Minas, ficou conhecido por números que se repetem em relatos e roteiros turísticos.

A sede da Fazenda Santa Clara reúne 6.000 m² de área construída, 365 janelas, 52 quartos e 12 salões, em um conjunto associado ao ciclo do café e a marcas do período da escravização.

Na zona rural de Santa Rita de Jacutinga, no sul de Minas Gerais, a sede atribuída à Fazenda Santa Clara concentra números que viraram referência em reportagens, roteiros e conversas de viagem.

O conjunto costuma ser descrito a partir de uma lista que chama atenção pela precisão: cerca de 6.000 m² de área construída365 janelas52 quartos e 12 salões.

Em materiais de divulgação turística, essa dimensão aparece vinculada à ideia de uma das maiores construções rurais da América Latina, sempre com o recorte centrado na sede e no conjunto arquitetônico.

Ao mesmo tempo, o que mais sustenta o interesse pelo local não é apenas o tamanho, mas o que a estrutura sugere sobre o Brasil do café e sobre a organização do trabalho no período em que a fazenda se consolidou.

Onde fica a Fazenda Santa Clara e por que ela entra nos roteiros

A Fazenda Santa Clara fica no município de Santa Rita de Jacutinga (MG), perto da divisa com o estado do Rio de Janeiro, em uma região que aparece em trajetos ligados a memória rural do Sudeste.

Descrições locais apresentam a sede como uma construção de grande escala, com três pavimentos, associada a técnicas tradicionais de edificações rurais.

Em muitos roteiros, o ponto de partida é simples: trata-se de um lugar em que a arquitetura, por si só, já funciona como atração, antes mesmo de qualquer explicação histórica.

Os números que viraram marca: 365 janelas, 52 quartos, 12 salões

As 365 janelas são o elemento mais repetido quando a Fazenda Santa Clara entra em pauta.

Em narrativas associadas ao turismo, elas são apresentadas como referência aos dias do ano, enquanto os 52 quartos seriam associados às semanas e os 12 salões aos meses.

Esse simbolismo aparece como parte da forma de contar a história do casarão, e não como um dado isolado.

Ainda assim, a visita guiada costuma ser o momento em que detalhes ganham contorno mais preciso e onde se tenta separar o que é informação consistente do que virou exagero repetido na internet.

O que significa “maior fazenda” quando o assunto é a Santa Clara

A expressão “maior fazenda” costuma ser usada com sentidos diferentes, a depender do critério adotado.

Em alguns casos, o parâmetro é área de terra; em outros, o foco é produção, rebanho ou estrutura instalada.Play Video

No caso da Santa Clara, o recorte mais comum está ligado à área construída da sede e ao impacto do conjunto arquitetônico.

Por isso, quando o local aparece como “maior” em descrições turísticas, a comparação tende a estar centrada no tamanho do casarão, sem equivaler automaticamente à maior propriedade rural do país em extensão territorial.

As janelas “falsas” e o que esse detalhe costuma indicar nos roteiros

Uma das informações que circulam sobre o imóvel é a existência de janelas que não funcionariam como aberturas reais.

Um roteiro turístico local registra que “Algumas dessas janelas são falsas, pintadas externamente sobre a senzala por questões estéticas da Fazenda.”

Em abordagens de visitação, esse tipo de registro é usado para contextualizar escolhas arquitetônicas e estéticas do período.

A partir daí, a própria curiosidade numérica passa a ser tratada como porta de entrada para outros temas, especialmente a forma como o espaço era organizado e apresentado socialmente.

Café e escravização: o contexto que costuma acompanhar a visita

A Fazenda Santa Clara é frequentemente relacionada ao ciclo do café no Sudeste e a um passado marcado pela escravização.

Em materiais sobre o local, elementos como casa-grande e áreas ligadas ao trabalho forçado são citados para situar a fazenda dentro de um modelo econômico que estruturou a vida rural durante aquele período.

Nesse enquadramento, o casarão aparece como um registro material de uma época, com marcas de hierarquias e de como a produção se conectava ao cotidiano de quem vivia e trabalhava ali.

A visita guiada, quando disponível, costuma organizar esse contexto ao longo do percurso, relacionando ambientes, usos e mudanças ao longo do tempo.

Preservação e informações que variam conforme a fonte

Textos já publicados sobre a Fazenda Santa Clara mencionam a visitação como parte da manutenção do imóvel e tratam da discussão sobre preservação do patrimônio.

As informações sobre tombamento e avaliação de áreas internas, porém, podem variar conforme a fonte consultada e o período em que o conteúdo foi produzido.

Por isso, quando o tema entra em uma matéria, a recomendação editorial mais segura é apresentar a preservação como pauta recorrente em torno do local, sem afirmar um status específico que não esteja comprovado em documento atualizado.

“Feita nas coxas”: como a história é contada e o que dá para afirmar com segurança

Entre as curiosidades repetidas em visitas a fazendas históricas, aparece a explicação para a expressão “feita nas coxas”.

Em um texto jornalístico citado no material original, um herdeiro afirma: “Foi dessa prática, que era uma atividade de lazer dos escravizados, que surgiu a expressão ‘feita nas coxas’”, explicou Victor.

A origem do termo, no entanto, é apresentada com versões diferentes em discussões públicas, incluindo checagens e debates sobre etimologia.

Diante disso, a forma mais objetiva de tratar o tema é registrar que se trata de uma explicação atribuída a uma fonte identificada, sem apresentá-la como consenso definitivo sobre a origem da expressão.

Como a visita costuma funcionar e o que muda a experiência

Por ser uma propriedade histórica ligada a gestão familiar, o formato de visitação costuma depender de agenda, regras internas e condução por guia.

Antes de viajar, a orientação prática mais citada em roteiros é confirmar acesso, horários e quais áreas estão abertas ao público, já que essas condições podem variar.

Durante o passeio, o que costuma mudar a experiência é a mediação: quando há condução, a narrativa tende a organizar as informações e a reduzir ruído de versões repetidas sem confirmação.

Também é comum que existam limites de circulação em pontos específicos, especialmente em estruturas antigas, com prioridade para preservação.

Ao fim, a Fazenda Santa Clara permanece conhecida pelos números, mas a visita costuma ser apresentada, por guias e materiais de turismo cultural, como oportunidade de observar um conjunto arquitetônico e colocar esses dados dentro de um contexto histórico mais amplo.

FONTE: CLICK PETRÓLEO E GÁS

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