Barbacena, Congonhas e Belo são os três municípios que atingem a meta da OCDE, de 3,5 profissionais por mil habitantes
48 cidades mineiras alcançam a recomendação de 3,5 médicos por mil habitantes e entre elas estão apenas Barbacena, Congonhas e Belo Vale. Os mais de 30 municípios estão abaixo da meta estabelecida Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Cidades ricas como Mariana, Ouro Preto, Ouro Branco, Jeceaba, Itabirito e Queluzito, que alcançam as melhores renda per capita por arrecadação, estão aquém de oferecer mais profissionais médicos a população.
As cidades com menos médicos segundo pesquisa atualizada em abril pelo DATASUS são: Itaverava, Rio Espera, Lagoa Dourada, Santana dos Montes, Lamim, Senhora de Oliveira, Cristiano Otoni, Caranaíba, além de outras. A maioria dos municípios tem menos de 1 a 2 médicos para cada um mil habitante. Lafaiete por, exemplo, que tem mais de 136 mil habitantes e tem menos 2 médicos para cada mil habitantes.
Para o secretário-geral do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG), Marconi Soares de Moura, não existe um padrão único de quantitativo ideal, mas ele reforça que a ausência total de equipe médica é “inadmissível”.
Ele pondera que indicadores internacionais, como os da OCDE, devem ser interpretados com cautela, já que desconsideram diferenças regionais, estruturais e sociais dentro de um mesmo estado e até mesmo município. Outro aspecto apontado por ele é a necessidade de entender por que tantos municípios não conseguem atrair profissionais. Muitas vezes, a explicação está na própria fragilidade da estrutura local.
A matéria acima foi baseada em reportagem do EM. Confira a pesquisa abaixo da quantidade de médicos para cada um mil habitante.






