Na cidade de Piranga, no bairro Vila do Carmo, um artista autodidata tem dedicado sua vida à valorização da cultura negra. Jorge Lopes, de 43 anos, faz da arte sua voz e seu instrumento de resistência há mais de 20 anos.
Com traços firmes, linhas marcantes e expressões fortes, suas obras trazem à tona a identidade do povo negro, dialogando com a história e desafiando a sociedade a refletir sobre o reconhecimento da cultura afro-brasileira.
Arte como impacto e reflexão
Para Jorge, cada criação vai além da estética. “Meu trabalho é baseado nos traços negros, linhas firmes, expressão forte, uma linguagem artística que expressa a história do negro. Sei que perante os olhos sociais isso causa um impacto, e essa é minha intenção: chamar a atenção da sociedade para valorizar a expressão artística negra”, explica.
Resistência e persistência
Apesar das dificuldades enfrentadas pela pouca valorização e espaço destinado à arte negra, Jorge mantém firme sua caminhada. Ele acredita que a arte pode ser uma ponte para novas oportunidades e reconhecimento. “Faço da minha arte uma ponte para abrir caminhos de sonhos e ver o negro ser valorizado”, afirma.
Reconhecimento necessário
A trajetória de Jorge Lopes representa não apenas a luta individual de um artista, mas também a resistência coletiva de um povo que busca espaço, voz e respeito. Sua arte reafirma a importância da cultura negra no cenário artístico e social, levando o público a refletir sobre a convivência e a valorização da diversidade cultural.
Com orgulho e persistência, Jorge continua sua missão de mostrar ao mundo que a arte negra é, além de expressão, um grito por igualdade, reconhecimento e justiça cultural.


