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Esses erros custam muito caro no bolso dos brasileiros na hora furar um poço artesiano

Descubra os maiores mitos sobre poço artesiano, aquíferos, lençol freático, qualidade da água e manutenção. Um guia completo, atualizado e técnico para evitar erros caros na perfuração do seu poço.

Erro que pode custar caro no seu poço! Quando o assunto é poço artesiano, muita gente ainda toma decisão baseada em “dica de vizinho”, crença antiga ou achismo passado de geração em geração. O problema é que perfurar um poço não é tentativa e erro.

Um furo mal planejado pode virar prejuízo, água ruim ou até poço seco. Neste artigo, você vai entender de forma clara e direta, o que realmente importa na construção de poços, quais são os mitos mais perigosos, e como a geologia, os aquíferos e as normas técnicas fazem toda a diferença no sucesso do seu investimento.

Mito 1: Todo terreno tem água, é só furar

Essa é uma das ideias mais comuns e mais erradas sobre água subterrânea.

Muita gente acredita que basta alcançar o lençol freático para garantir um poço produtivo. Isso até pode funcionar em aquíferos sedimentares, onde a água ocupa os poros da rocha, formando uma espécie de “esponja natural”.
Mas essa não é a realidade da maior parte do Brasil.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), grande parte do território brasileiro está sobre aquíferos fissurais, onde a água só existe dentro de fraturas da rocha — e não de forma contínua. Se não houver fratura saturada naquele ponto, não tem água, simples assim.

Ou seja, nem todo terreno tem potencial. Existem áreas de:

  • alto potencial,
  • médio risco,
  • e locais onde o risco de perder o investimento é grande.

É por isso que estudos geológicos e geofísicos são tão importantes antes da perfuração.

Mito 2: Poço artesiano nunca seca

Todo aquífero tem limite. Não existe reservatório infinito de água.

A recarga da água subterrânea acontece, principalmente, pela chuva. Quando a retirada é maior que a reposição, a vazão cai e pode secar temporariamente ou de vez.

Agência Nacional de Águas (ANA) alerta que o uso descontrolado de poços pode levar à queda do nível piezométrico e à redução da disponibilidade hídrica.

Uma comparação simples: o aquífero funciona como uma conta bancária. Se você saca mais do que deposita, uma hora o saldo acaba.

Mito 3: Quanto mais profundo, melhor o poço

Essa ideia leva muita gente a gastar dinheiro sem retorno.

A profundidade ideal de um poço artesiano depende do tipo de rocha e da estrutura geológica. Em muitos casos, as fraturas produtivas são rasas. Perfuração mais profunda não garante mais água — e às vezes só encontra rocha seca.

Em granitos pouco deformados, por exemplo, as fraturas costumam ser superficiais. Já em aquíferos cársticos (rochas calcárias) ou sedimentares, pode existir mais de um nível aquífero, aumentando a chance de água em maiores profundidades.

Sem estudo técnico, aprofundar o poço vira aposta.

Mito 4: Poço artesiano não precisa de manutenção

Precisa sim e muita. A limpeza de poço artesiano é essencial para manter:

  • vazão,
  • qualidade da água,
  • vida útil da bomba.

Com o tempo, podem se acumular:

  • sedimentos,
  • ferro,
  • bactérias,
  • biofilme.

Segundo especialistas em saneamento, a falta de manutenção pode comprometer até a qualidade microbiológica da água de poço.

Ignorar isso pode resultar em bomba queimada, água turva e risco à saúde.

Mito 5: Água de poço é sempre pura

Nem sempre. A qualidade da água depende da geologia, do uso do solo e da construção correta do poço. Contaminações podem ocorrer por:

  • fertilizantes,
  • fossas,
  • postos de combustível,
  • atividades agrícolas.

Por isso, as normas brasileiras recomendam:

  • revestimento adequado,
  • isolamento da parte superficial,
  • análise química periódica.

ABNT, por meio da NBR 12244, define critérios técnicos para construção segura de poços tubulares.

Mito 6: Se o vizinho tem água, eu também vou ter no meu poço artesiano

A geologia não é homogênea. Mesmo em áreas próximas, as condições mudam:

  • espessura das camadas,
  • posição das fraturas,
  • nível de saturação.

Você pode estar a poucos metros do poço do vizinho e não pegar a mesma estrutura. Além disso, poços muito próximos podem interferir entre si, reduzindo vazão.

Planejamento evita conflito e prejuízo.

Mito 7: Estudo geológico e geofísico não serve pra nada na hora de perfurar o poço artesiano

Serve e muito. O estudo não elimina o risco, mas reduz drasticamente. Ele ajuda a identificar:

  • tipo de aquífero,
  • profundidade provável da água,
  • melhor ponto para perfuração,
  • expectativa de vazão e qualidade.

Como disse um cliente ao geólogo Leonardo (autor do conteúdo original):

“Perfuração de poço é um tiro no escuro. O estudo não garante o acerto, mas traz a lanterna.”

geofísica funciona como um raio-X do subsolo, permitindo enxergar o que os olhos não veem — exatamente como na medicina.

Informação é o melhor investimento! Quando você entende aquíferoslençol freáticonormas técnicas e a importância da manutenção, passa a tomar decisões inteligentes. Perfuração de poço não é sorte — é conhecimento aplicado.

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Chamada para ação Você já passou por alguma dessas situações ao perfurar um poço artesiano? Deixe seu comentário abaixo, compartilhe este artigo com quem pensa em furar um poço e ajude mais pessoas a evitarem erros caros.

FONTE: CLICK PETRÓLEO E GÁS

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