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Homem mata o próprio pai, madrasta, irmãs e sobrinho

Um homem de 42 anos foi preso após matar o próprio pai, a madrasta, duas irmãs e o sobrinho de 5 anos, na manhã desta quarta-feira (7), no Bairro Santa Cecília, em Juiz de Fora.

Segundo informações da Polícia Militar, as vítimas foram mortas a facadas em um conjunto de casas onde moravam juntas no mesmo terreno, na Rua Rita Monteiro, e encontradas por um parente. São elas:

  • Pai, de 74 anos, pastor de igreja aposentado, em tratamento contra câncer de próstata;
  • Madrasta, de 63 anos;
  • Irmãs, de 44 e 47 anos;
  • Sobrinho, de 5 anos.

Os nomes das vítimas não serão divulgados, a princípio, a pedido de amigos da família que estavam na Delegacia de Polícia Civil nesta manhã.

Conforme o tenente-coronel da PM Flávio Tafúri à TV Integração, ele esperou uma das irmãs sair do imóvel pela manhã e a atacou. Uma câmera de monitoramento registrou o momento. “Ele atacou a primeira, depois a segunda; em seguida, matou a madrasta, foi no quarto, matou o pai de 74 anos, subiu até na parte de cima da casa e também efetuou as facadas contra a criança de cinco anos”, disse.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encontrou as três mulheres, um homem e uma criança já sem vida.

O autor do crime foi preso no apartamento onde mora, no Bairro Santa Terezinha, e confessou. Ele limpava roupas sujas de sangue no momento da abordagem. Ainda de acordo com a PM, familiares contaram que o homem teria apresentado mudanças de humor e enfrentava um transtorno nos últimos meses.

“Segundo o relato dos irmãos, ele passava por transtornos mentais, com mudanças de humor e episódios de surto psicótico”, acrescentou o tenente-coronel Flávio Tafúri.

A Polícia Civil explicou que apesar dos relatos, não há um laudo médico que confirme o diagnóstico ou especifique qual seria o transtorno psicológico do homem. Informou, ainda, que a solicitação de exame para possível diagnóstico deve ser solicitado à Justiça pela defesa do acusado.

De acordo com a corporação, o homem ainda não tem advogado. Em entrevista ao g1, a delegada Camila Miller, responsável pela investigação do caso, disse que duas pessoas prestaram depoimento, mas que o procedimento ainda não foi entregue formalmente. “Vamos aguardar a Polícia Militar entregar a ocorrência. Ao final, consigo dar uma informação melhor. A investigação terá prazo de 10 dias para ser concluída”.

FONTE: BARROSO EM DIA

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