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Disputa familiar e ação judicial ameaçam presença da Bandalheira no Carnaval de Ouro Preto 2026

Conflito judicial sem deliberação coletiva da diretoria gera repercussão no carnaval ouro-pretano

A indefinição sobre a participação da Bandalheira Folclórica Ouropretana (BAFO) no Carnaval de Ouro Preto 2026 passou a preocupar foliões e moradores da cidade após a Prefeitura anunciar a abertura do cadastramento oficial dos blocos carnavalescos. O prazo para inscrição vai até 18 de janeiro, e o anúncio reacendeu o debate sobre o futuro de um dos blocos mais tradicionais do carnaval ouro-pretano, atualmente envolvido em uma disputa judicial de usucapião.

Fundada em 1972, a Bandalheira enfrenta um conflito que extrapola o campo jurídico e atinge diretamente sua organização interna e seu papel simbólico na cultura local. Questionado pela Rádio Itatiaia sobre o desfile no próximo carnaval, o presidente da BAFO, Pedro Ivo Amaro Alves, afirmou que, até o momento, não há definição sobre a presença do bloco nas ruas em 2026.

A ação de usucapião que envolve a Bandalheira Folclórica Ouropretana está inserida em um conflito de natureza familiar, relacionado a um imóvel pertencente a herdeiros e utilizado tanto pela entidade quanto por alguns integrantes da família. O processo não resulta de uma decisão coletiva da diretoria da Bandalheira, mas de uma iniciativa que envolve membros da mesma família, alguns deles ocupantes de cargos na atual gestão. Consta como autores da ação Alcindo Alves Filho, herdeiro do imóvel e vice-presidente da Bandalheira, Rubênia Gonçalves Amaro Alves, secretária da entidade, e a própria Bandalheira Folclórica Ouropretana, representada judicialmente pelo presidente Pedro Ivo Amaro Alves, filho de Alcindo e Rubênia.

A outra parte do processo é formada por irmãos de Alcindo, igualmente herdeiros do imóvel: Virgílio Augusto Alves, Ademir Alves e Sara Maria Alves de Oliveira, todos integrantes da mesma família e co-proprietários do bem. O caso ganhou repercussão porque os demais integrantes da Diretoria e do Conselho Fiscal da Bandalheira não foram consultados nem autorizaram o uso do nome da entidade na ação, uma vez que não houve convocação de reunião para deliberação sobre o tema. A disputa familiar acabou gerando interpretações equivocadas na comunidade, ao misturar interesses particulares com a história e as tradições do bloco.

FONTE: ITATIAIA

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