Refúgio vivo entre montanhas nasce na serra de Minas após abandono da cidade projeto cresce com animais livres chalés integrados à paisagem silêncio total vida rural ativa e um cenário natural que lembra produções cinematográficas
Ela abandonou a cidade, mudou completamente o ritmo de vida e decidiu subir a serra de Minas Gerais para construir, praticamente do zero, um refúgio vivo entre montanhas. O ponto escolhido fica na região de Capitólio, em área conhecida como Fecho da Serra, onde paredões naturais se fecham formando um vale imponente, cercado por vegetação preservada e vistas abertas para a represa ao fundo.
No início, havia apenas uma casa simples, relevo acidentado e a vontade de permanecer no campo. Com o tempo, o refúgio vivo entre montanhas passou a ganhar forma com a presença constante de animais soltos, estruturas discretas integradas à paisagem, silêncio absoluto à noite e uma rotina rural que contrasta diretamente com o estresse urbano.
Onde fica o refúgio e por que o local é único

O refúgio vivo entre montanhas está localizado no município de Capitólio, Minas Gerais, em uma área de serra onde dois grandes paredões naturais criam um efeito visual de fechamento do horizonte.
Esse fenômeno geográfico deu origem ao nome Fecho da Serra, referência direta à forma como as montanhas se encontram no campo de visão.
A região combina altitude, clima mais ameno, noites silenciosas e céu limpo, com observação constante de estrelas.
A paisagem muda ao longo do dia conforme a luz atinge os paredões, criando um cenário natural que frequentemente é comparado a locações de cinema.
Um refúgio vivo entre montanhas construído sem pressa

O projeto não surgiu como empreendimento turístico.
O refúgio vivo entre montanhas começou como um espaço familiar, pensado para acolher parentes próximos e permitir uma vida mais conectada à terra.
O primeiro passo foi a construção de um chalé simples, seguido por outros, sempre respeitando o relevo e evitando grandes movimentações de solo.
A expansão aconteceu de forma orgânica.
Chalés surgiram onde a topografia permitia, contêineres foram adaptados para hospedagem durante períodos de alta procura, especialmente durante a pandemia, quando muitas pessoas buscavam isolamento em meio à natureza.
Animais soltos fazem parte da rotina diária

Um dos pilares do refúgio vivo entre montanhas é a convivência direta com animais.
Cachorros, cavalos, patos, marrecos, galinhas, búfalos e peixes vivem soltos pela propriedade, sem confinamento rígido. Cada animal tem nome, rotina própria e livre circulação pelos espaços comuns.
A criação prioriza bem-estar e interação natural.Play Video
Galinhas produzem ovos diariamente, peixes habitam tanques naturais, cavalos circulam livremente e búfalos se deslocam em grupo pelas áreas mais baixas da propriedade. Essa dinâmica reforça a proposta de vida rural ativa e funcional.
Chalés integrados à paisagem e uso consciente do espaço
Os chalés do refúgio vivo entre montanhas foram projetados para oferecer conforto sem romper com o ambiente.
As construções utilizam materiais simples, iluminação suave e vistas amplas para os paredões e vales.
Cada unidade conta com banheiro, cama, ventilação adequada e estrutura suficiente para estadias prolongadas.
Contêineres adaptados funcionam como suítes completas, com ar-condicionado, banheiro e varanda voltada para a serra, mantendo impacto visual reduzido.
Há ainda um trailer fixo, utilizado como experiência alternativa de hospedagem, reforçando a diversidade de vivências dentro do refúgio.
Silêncio absoluto e rotina que segue o ritmo da serra
À noite, o refúgio vivo entre montanhas entra em completo silêncio. Não há ruídos urbanos, tráfego ou iluminação excessiva.
O som predominante é o do vento, dos insetos e dos animais circulando livremente.
A rotina segue o ritmo natural.
O dia começa cedo, com manejo dos animais, coleta de ovos, cuidados com as áreas comuns e manutenção das estruturas.
A alimentação valoriza produtos locais, como queijo artesanal, café mineiro, pão de queijo e alimentos preparados na própria propriedade.
Natureza preservada e acesso a trilhas e cachoeiras
Além da paisagem, o refúgio vivo entre montanhas está inserido em uma área com trilhas naturais e cachoeiras próximas, incluindo a Cachoeira do Fecho da Serra, acessível por trilhas que partem da própria região.
A preservação ambiental é tratada como prioridade.
Não há exploração intensiva do solo, uso excessivo de cercas ou descaracterização da vegetação nativa. Tucanos, aves silvestres e pequenos animais são presença constante.
De refúgio familiar a destino procurado
Com o tempo, o refúgio vivo entre montanhas passou a receber visitantes interessados em vivenciar a roça real, longe de modelos artificiais de turismo rural.
Pessoas que buscam descanso, silêncio, contato direto com animais e paisagens naturais passaram a frequentar o espaço.
Mesmo com maior procura, a proposta original foi mantida.
O número de unidades é limitado, não há eventos de grande porte e o foco permanece na experiência íntima e na preservação do ambiente.
Um modelo de vida que contrasta com a cidade
A decisão de abandonar a cidade e investir em um refúgio vivo entre montanhas refletiu uma escolha consciente por qualidade de vida.
O cansaço urbano, o excesso de estímulos e a rotina acelerada deram lugar a um cotidiano mais simples, porém mais intenso em significado.
O projeto mostra que é possível construir um modo de vida sustentável, funcional e economicamente viável sem abrir mão do conforto, desde que haja respeito ao território e tempo para que tudo cresça de forma natural.




