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Pai de menina encontrada na mata após desaparecer fala em “justiça com as próprias mãos”

Depois de quase 48 horas de desespero, buscas intensas e mobilização de moradores, bombeiros e policiais, a pequena Alice Maciel Lacerda Lisboa, de apenas 4 anos, foi encontrada com vida na zona rural de Jeceaba, na Região Central de Minas Gerais. A menina, que é autista e não verbal, desapareceu na tarde de quinta-feira (29), após sair do sítio dos avós, onde brincava no quintal. O sumiço foi percebido poucos minutos depois, dando início a uma corrida contra o tempo.Alice só foi localizada na tarde de sábado (31), por trilheiros voluntários, a cerca de dois quilômetros do local do desaparecimento, em meio à vegetação. Apesar do tempo sozinha na mata, a criança apresentava apenas arranhões leves, picadas de insetos e sinais de cansaço, sendo levada ao hospital para avaliação médica. Segundo a família, ela passa bem e já está em casa.

Polícia tenta entender o que realmente aconteceu

Agora, o foco das autoridades é esclarecer como a menina conseguiu percorrer essa distância e resistir a duas noites de chuva, frio e terreno de difícil acesso. A Polícia Civil investiga se Alice se perdeu sozinha ou se pode ter contado com a ajuda — ou ação — de terceiros. As circunstâncias chamam atenção, já que, segundo familiares, a criança possui limitações que dificultariam uma caminhada longa sem auxílio.

Pai desabafa: “Foram os piores dias da minha vida”

O pai da menina, João Lisboa, acompanhou as buscas e descreveu os momentos de angústia vividos pela família. Visivelmente emocionado, ele contou que só foi avisado do desaparecimento horas depois e que enfrentou dias de desespero. “Foram literalmente os piores dias da minha vida. A gente pensa no pior o tempo todo. Quando encontraram minha filha, foi um alívio que não tem como explicar”, relatou.

João acredita que a filha não teria condições de sobreviver sozinha por tanto tempo nas condições climáticas registradas. “Chuva, frio, sereno… é muito difícil uma criança ficar 48 horas assim. Para mim, alguém pode ter levado ela e depois deixado no local.” Apesar de afirmar confiar no trabalho da polícia, o pai admitiu revolta diante do ocorrido. “Eu confio na Polícia Civil, mas não vou descansar enquanto não souber o que aconteceu”. João Lisboa expressou preocupação sobre as circunstâncias do ocorrido e afirmou que não descansará enquanto não souber o que realmente aconteceu. Embora confie no trabalho da polícia, ele falou em fazer “justiça com as próprias mãos” e que espera que a polícia encontre o responsável pelo desaparecimento de Alice antes dele.

Investigação segue em andamento

A Polícia Civil informou que segue reunindo informações, ouvindo testemunhas e analisando o trajeto feito pela criança para esclarecer o caso. Até o momento, não há confirmação oficial de crime ou participação de terceiros, e todas as hipóteses permanecem em apuração. Enquanto isso, a família tenta retomar a rotina após dias de tensão. O sentimento agora é de gratidão. “O mais importante é que ela está viva, em casa e segura”, disse a mãe Karine.

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