Um tiroteio registrado no fim do desfile de uma escola de samba deixou um adolescente de 16 anos morto, João Arthur Goulart, de 16 anos, morador do bairro Tijuco. Ele foi atingido por disparos de arma de fogo na região abdominal. De acordo com informações preliminares, três suspeitos se aproximaram e efetuaram os tiros, fugindo em seguida.três pessoas feridas e interferiu diretamente no resultado do Carnaval de São João del-Rei, no Campo das Vertentes. O crime ocorreu na noite de domingo (15/2), após uma confusão envolvendo três homens e o jovem, que acabou baleado e não resistiu. Segundo a Polícia Militar, equipes que faziam o policiamento do evento foram acionadas por testemunhas, que apontaram os suspeitos do crime em um estabelecimento próximo ao local do desfile. Ao perceberem a presença dos militares, os envolvidos tentaram fugir, mas acabaram capturados.
Desfile interrompido
Além da tragédia, o episódio gerou reflexos diretos na apuração das escolas de samba. A agremiação “Vem Me Ver”, que terminou a competição na segunda colocação, afirma que foi prejudicada pelos acontecimentos. Imagens registradas durante o desfile mostram que a escola encerrava sua apresentação quando os disparos começaram na área destinada à dispersão dos integrantes. Assustados, público e componentes correram em direção à passarela, provocando desorganização na apresentação.
A escola alega que os jurados descontaram pontos em razão do tumulto causado pelo tiroteio, o que teria resultado na perda do título. Inconformada com o desfecho, a agremiação anunciou que não participará do desfile das campeãs, previsto para esta terça-feira (17). “Diante do que considera uma penalização incompatível com a realidade dos fatos, a escola decidiu não participar do desfile das campeãs. Em respeito à sua comunidade, realizará uma apresentação simbólica em seu território, no bairro Tijuco, reafirmando que o carnaval é feito de pessoas — e que vidas devem sempre estar acima de qualquer julgamento técnico”, informou, em nota.
A Vem Me Ver também afirmou ter solicitado a revisão do resultado, defendendo que a interrupção do desfile foi uma reação humana diante de uma situação extrema, e não uma falha carnavalesca. A Prefeitura de São João del-Rei foi procurada pela reportagem, mas não respondeu. A Aesbra, associação responsável pela organização do desfile das escolas de samba na cidade, também não retornou aos contatos até a publicação desta matéria. ( O Tempo)





