Cidade histórica de Goiás entra em ranking global de hospitalidade e reforça vocação turística com natureza preservada, patrimônio cultural reconhecido e tradições centenárias que movimentam visitantes ao longo do ano.Pirenópolis, em Goiás, entrou na lista das 10 cidades mais acolhedoras do mundo em 2026 no Traveller Review Awards, premiação da Booking.com baseada em avaliações verificadas de hóspedes e na proporção de hospedagens premiadas em cada destino. A seleção coloca o município goiano ao lado de lugares como Montepulciano, na Itália, e Takayama, no Japão, além de cidades em outros continentes, em um recorte global que busca medir, sobretudo, a consistência da hospitalidade oferecida.
Ranking da Booking.com destaca hospitalidade como diferencial
O Traveller Review Awards considera milhões de avaliações verificadas na plataforma e cruza o desempenho de parceiros de hospedagem em cada local, o que ajuda a explicar por que o destaque recai tanto sobre o atendimento quanto sobre a experiência de viagem. Na prática, o reconhecimento sinaliza um destino em que o visitante costuma encontrar rotina caminhável, clima de cidade pequena e serviços preparados para receber bem, sem depender apenas de atrações pontuais ou de temporadas específicas.
Mesmo funcionando o ano inteiro, Pirenópolis muda de ritmo conforme o calendário, porque feriados e eventos tradicionais elevam a procura, enquanto dias comuns tendem a entregar passeios mais tranquilos, com menos filas e mais espaço para ver detalhes.
Centro histórico tombado pelo Iphan preserva identidade colonial

Entre ruas de pedra, fachadas coloniais e igrejas que dominam a paisagem, o centro histórico concentra o cenário mais conhecido da cidade e costuma render melhor no início da manhã ou no fim da tarde, quando a temperatura cai.Tombado pelo Iphan, o conjunto urbano preserva parte importante da identidade local e, em texto institucional sobre o tema, o superintendente do órgão em Goiás, Allyson Cabral, resumiu o valor do acervo ao afirmar: “A cidade reúne um dos mais ricos acervos patrimoniais do Centro-Oeste e mantém vivas suas tradições”.
Sem a necessidade de roteiro fechado, muita gente começa pela praça da matriz e segue por ruas laterais, alternando a caminhada com paradas em cafés, lojinhas e ateliês, o que costuma ampliar a percepção do visitante sobre a cidade. Como as pedras podem ficar escorregadias quando chove, o passeio tende a funcionar melhor com passos mais lentos e pausas curtas, porque isso reduz tropeços, melhora o aproveitamento e ajuda a observar detalhes arquitetônicos que passam rápido.
Cachoeiras e trilhas no Cerrado impulsionam turismo de natureza
Fora do centro, o entorno costuma ser a razão de retorno de muitos visitantes, já que Pirenópolis está cercada por áreas de Cerrado com trilhas, mirantes e quedas d’água, variando de banhos rápidos a dias inteiros na mata. O Parque Estadual dos Pireneus reúne um dos principais cartões de natureza da região e, segundo informações oficiais do governo de Goiás, abriga o segundo ponto mais alto do estado, com 1.385 metros de altitude, além de vista panorâmica de 360 graus.
Em meses mais quentes, a busca por poços e água fria cresce e coloca cachoeiras como Abade, Santa Maria e Bonsucesso entre as mais lembradas em roteiros de turistas, com diferenças de trilha, estrutura e distância que pesam na escolha. Ainda assim, o deslocamento real entre atrativos pode demorar mais do que parece no mapa, porque parte dos acessos envolve estrada de terra, o que costuma exigir atenção ao tempo de ida e volta para evitar retorno no escuro.
Gastronomia regional e artesanato fortalecem economia local
Depois das cachoeiras, a cidade costuma mudar de assunto e levar o visitante para a mesa, com restaurantes que mesclam comida caseira, receitas do interior e opções contemporâneas, muitas vezes apoiadas em ingredientes do Cerrado. No centro, o comércio ajuda a preencher os intervalos do dia, e o artesanato aparece em cerâmica, tecidos e peças decorativas, com ateliês que atraem quem prefere comprar direto de quem produz e entender a técnica. À noite, Pirenópolis geralmente funciona sem grandes programações, porque um jantar sem pressa, uma caminhada curta pelo centro e o retorno à hospedagem já atendem ao perfil de quem procura descanso e ritmo mais lento.
Festa do Divino e Cavalhadas mantêm tradição centenária

Além do turismo de natureza, as tradições religiosas e culturais seguem como marca local, com destaque para a Festa do Divino e as Cavalhadas, que movimentam a cidade e influenciam diretamente a lotação de pousadas e restaurantes. Em reportagem do Ministério do Turismo sobre a celebração, o advogado aposentado Luiz Carlos Cardoso, identificado como imperador da festa, resumiu o significado pessoal do posto ao dizer: “É uma honra ter o Divino na minha casa, privilégio que poucos pirenopolinos tiveram em quase dois séculos”.
Como o calendário varia de um ano para outro, quem pretende viajar em períodos de festa costuma precisar planejar com antecedência, porque o fluxo de visitantes altera o trânsito no centro, muda a dinâmica de horários e encurta a disponibilidade de hospedagem.
Como organizar a viagem entre Goiânia e Brasília
Por ficar entre Goiânia e Brasília, Pirenópolis aparece com frequência como opção de bate-volta, mas dormir ao menos uma noite tende a facilitar a combinação entre centro histórico, cachoeira e uma refeição com calma, sem correria. Na hora de escolher a época, o objetivo da viagem costuma pesar mais do que a agenda, porque quem busca banho prioriza calor e água, enquanto quem prefere trilhas e caminhadas costuma se beneficiar de meses mais secos.
Com o prêmio internacional ampliando a vitrine do destino, a cidade também passa a receber mais curiosos em busca de um lugar onde atendimento, patrimônio e natureza cabem no mesmo fim de semana, mas o que mais surpreende quem chega pela primeira vez?





