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“A vida é um sopro”: o emocionante desabafo de Carlos Protásio no adeus ao filho Josué nesta manhã após sepultamento; veja vídeo

Em uma manhã marcada por silêncio e profunda reflexão, a cidade de Barbacena despediu-se, nesta quarta-feira (4), do pequeno Josué Santiago Protasio, de apenas 9 anos, falecido ontem em Lafaiete no Bairro Santo Agostinho sob suspeita de envenamento. O sepultamento, realizado sob forte comoção, tornou-se palco de um dos depoimentos mais tocantes de fé e resiliência vistos na região: o desabafo do pai, Carlos Protásio.

Diante da perda prematura do filho, Carlos Protasio, militar da reserva, não escolheu o caminho do silêncio, mas o da mensagem de esperança. Em um vídeo que já circula emocionando amigos e familiares, ele descreve a dor de enterrar um “príncipe”, mas ressalta a gratidão pelos nove anos de convivência e o consolo encontrado na espiritualidade. Para ele, o momento não é apenas de luto, mas de um alerta para os vivos. Com o coração apertado, mas a voz firme na convicção religiosa, ele compartilhou uma lição que carrega como escudo. “Eu sei para onde ele foi, sei com quem ele está e sei que um dia estarei lá com ele”, afirmou Carlos, citando a paz que encontra na certeza da vida eterna. “Josué agora está com o Pai Celestial, em um lugar de paz absoluta.”

Um Alerta à Comunidade

O desabafo de Carlos foi além da sua dor pessoal. Ele utilizou o momento para convocar as pessoas a reverem suas prioridades. Segundo ele, a morte de uma criança é um lembrete brutal de que o tempo é escasso e precioso. A busca espiritural no qual ele enfatizou que as pessoas não devem esperar a dor bater à porta para buscar a Deus ou consertar suas vidas. Como também a valorização do agora quando o pai incentivou todos a celebrarem a vida, participarem de aniversários e estarem presentes na vida de quem amam. “Vão às festacelebrem, abracem. A vida passa rápido demais”, alertou.

Gratidão em Meio à Dor

Mesmo vivendo o dia mais difícil de sua vida, Carlos Protásio fez questão de agradecer a rede de apoio que se formou na região. As milhares de mensagens e orações foram descritas por ele como um “abraço na alma”, um combustível necessário para enfrentar o vazio deixado pelo filho. O sepultamento de Josué encerra um ciclo terreno, mas o desabafo de Carlos deixa um legado que ecoará na região: a morte, para quem tem fé, é apenas uma passagem, e o amor dedicado em vida é o que realmente permanece.

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