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Gigante de automóveis anuncia demissão de 50 mil funcionários para economizar R$ 90 bilhões

As saídas devem ocorrer principalmente por meio de aposentadoria antecipada e programas de demissão voluntária

O CEO da Volkswagen, Oliver Blume, anunciou nesta terça-feira (10) que a montadora pretende cortar 50 mil empregos na Alemanha até 2030. De acordo com o UOL, a medida busca recuperar a competitividade da empresa diante do avanço das montadoras chinesas e das tarifas impostas pelos Estados Unidos

Uma reportagem da revista alemã Manager Magazin afirma que os cortes equivalem a cerca de 20% dos gastos da companhia e devem atingir todas as subsidiárias do grupo. A principal divisão da Volkswagen deve concentrar a maior parte das reduções, com a eliminação de cerca de 35 mil postos de trabalho.

Ja a Audi prevê reduzir 7.500 vagas até 2029, enquanto a Porsche deverá cortar 3.900 empregos. O fechamento de fábricas também não está descartado, assim como novas demissões. Blume teria apresentado o plano aos 120 principais executivos da empresa em meados de janeiro.

A companhia enfrenta pressão financeira e teve sua perspectiva de crédito rebaixada para “negativa” pela S&P Global Ratings, devido ao risco de não cumprimento de metas financeiras. Em 2025, o lucro líquido da empresa caiu cerca de 44%, enquanto os ganhos recuaram para 6,9 bilhões de euros.

As saídas devem ocorrer principalmente por meio de aposentadoria antecipada e programas de demissão voluntária. A empresa descartou demissões obrigatórias após um acordo firmado com sindicatos em 2024, quando a montadora havia sinalizado a possibilidade de fechar fábricas na Alemanha.

 A meta é reduzir US$ 17,475 bilhões em custos por ano até 2028, valor que, pela cotação atual aproximada, corresponde a entre R$ 88,4 bilhões e R$ 89,8 bilhões.

A Volkswagen reagiu com cautela à reportagem da Manager Magazin e destacou que já mantém programas de redução de custos em andamento em todas as subsidiárias do grupo. “Isso permitiu ao grupo amortecer os ventos geopolíticos contrários, como as tarifas nos EUA, e manter o rumo”, afirmou a empresa.

Fonte: ND+

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