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Já chega a nove o número de famílias que tiveram de deixar suas casas no Bom Jesus

Uma via aberta, em 2024, logo abaixo da rua Mariana, no Alto do Cruzeiro, sem o sistema de drenagem, que daria o adequado direcionamento às águas das chuvas, tem provocado muito transtorno para moradores do bairro Bom Jesus, em Congonhas. Sem a rede pluvial, verdadeiros rios descem pela encosta, transformando em leitos as extensas escadas de acesso às moradias, com a intensificação das chuvas esta semana.

As águas entram nas residências, infiltram sob suas bases e causam riscos de desabamentos. Por isso, nesta sexta-feira (13/03), a Defesa Civil precisou interditar mais três casas da rua Geraldo Magela, onde residem três famílias que, no total, somam oito pessoas. A medida preventiva prevalecerá até que o tempo permita à Prefeitura direcionar corretamente as águas pluviais da rua Mariana.

Em outro ponto da rua Geraldo Magela, seis famílias haviam sido retiradas de suas casas pela Defesa Civil, ainda na quinta-feira, após o muro de contenção ruir pela força das águas que descem desde a região da rua Mariana. Neste caso, um cachorro morreu, uma caixa d’água se rompeu e uma escada já havia se desmoronado dias atrás.Até o momento nove famílias foram retiradas desta encosta, sendo que sete estão desalojadas, permanecendo em casas de parentes e amigos, e duas em abrigo disponibilizado pela Prefeitura.

Felizmente, não houve vítimas humanas, nem mesmo ferimentos nos dois endereços. O Grad, instituição especializada em recolhimento de animais, resgatou duas aves e um gato de um dos dois endereços afetados pela ação das chuvas na rua Geraldo Magela e um cão pitibull de outro.

A Prefeitura se mobilizou para iniciar a criação de uma rede provisória de drenagem com uso de maquinário nesta sexta-feira, mas as condições do solo, muito escorregadio, não permitiram. Nova tentativa será feita nas próximas horas. Ao final do período chuvoso, será possível criar uma rede pluvial definitiva desde a rua Mariana.

De acordo com a Secretaria de Habitação da Prefeitura, as famílias que tiveram suas moradias comprometidas pela instabilidade da encosta da rua Geraldo Magela serão assistidas pelo PROFAR – Programa Municipal de Retirada de Famílias da Área de Risco.

A Secretaria de Desenvolvimento, Assistência Social e Cidadania (SEDASC) providenciou o abrigo e itens de primeira necessidade para os nove integrantes de duas famílias que seguem no abrigo, além de oferecer apoio psicológico a eles. Em situações em que as famílias não possuem rede de apoio (formada normalmente por amigos e parentes) para recorrer, diante da interdição do imóvel em que residem, e se encontrando em situação de desabrigo, o Serviço de Proteção Especial de Alta Complexidade da SEDASC realiza o acolhimento emergencial da família, visando a retirada do risco imediato e garantindo a proteção integral. Durante o acolhimento, as demandas das famílias são identificadas e os devidos encaminhamentos, realizados. As famílias contam com provisões de alimentação, kit de higiene e colchões, além do acompanhamento humanizado da equipe técnica composta por assistentes sociais e psicólogos.

Na Vila São Vicente, uma parte do muro de fechamento dos fundos de uma propriedade desabou e a Prefeitura se comprometeu a fazer o desprendimento desse muro do restante a estrutura da casa, para evitar novos prejuízos.A comunidade deve ficar atenta a sinais como aparecimento de fissuras e trincas em paredes, muros ou taludes, o surgimento de pontos de água onde antes não havia, inclinação de árvores ou postes e qualquer mudança no cenário habitual. Em caso de emergência ou ao identificar qualquer situação suspeita, a recomendação é acionar imediatamente a Defesa Civil pelo telefone 199, também pelo 9.9637-4843 (Corporativo da Defesa Civil) e 9.7249-7260 (Grupamento Tático). Outras opções são a Guarda Civil Municipal pelo 153 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.

Por Secretaria de Comunicação/Prefeitura de Congonhas

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