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Vereadores cobram apuração rigorosa sobre mutirão de oftalmologia e pedem ressarcimento aos pacientes

Diversas denúncias colocam em dúvidas sobre serviços prestados por uma associação em um mutirão de oftalmologia realizado recentemente em Ouro Branco, ganhando amplo debate público. O caso, que já está sendo investigado, aponta para uma possível fraude em exames e a comercialização de óculos dentro de unidades de saúde e espaços comunitários. O assunto ganhou grande repercussão durante sessão na Câmara Municipal na semana passada e ontem (24) o tema gerou um debate acalorado entre os vereadores e aumentando a pressão por uma apuração rigorosa dos fatos.

Atendimentos sob suspeita

De acordo com as denúncias, o modelo de atendimento era amplamente divulgado oferecendo consultas oftalmológicas gratuitas à população dentro das Unidades Básicas de Saúde (UBS). No entanto, relatos de pacientes levantam dúvidas sobre a qualidade dos serviços prestados. Segundo as informações, os exames teriam sido realizados de forma superficial, sem procedimentos considerados essenciais para um diagnóstico preciso, como a dilatação da pupila com o uso de colírios. Há ainda denúncias de que as consultas duravam menos de 10 minutos, o que reforça a suspeita de irregularidades.

Vereadores cobram explicações

Durante a sessão, a vereadora Nilma Aparecida (PT) criticou a condução do mutirão e relatou um caso que chamou atenção. Segundo ela, um homem em tratamento contra o câncer precisou recorrer a um empréstimo de R$ 600 para custear o atendimento da filha. “Os relatos são graves. No mínimo, a Prefeitura deveria ressarcir essas pessoas. Não podemos admitir que a população seja prejudicada dessa forma”, afirmou.

Já a vereadora Branca de Castilha (União) também se manifestou cobrando rigor nas investigações. “Há muitas coisas mal explicadas. Pelo que pude apurar, a população foi enganada. Isso não pode se repetir em nossa cidade”, disse. Em tom de preocupação, ela ainda alertou sobre possíveis mudanças na gestão da saúde municipal. “Estamos ouvindo comentários sobre terceirização da saúde. Precisamos acompanhar isso de perto. A saúde é patrimônio do nosso povo”, destacou.

Prefeitura anuncia investigação

Diante da repercussão, a Secretaria Municipal de Saúde informou que será criada uma comissão para investigar o caso e apurar eventuais responsabilidades.Em nota oficial, a Prefeitura de Ouro Branco esclareceu que os atendimentos realizados não tiveram autorização formal da Administração Pública. Segundo o comunicado, não há, até o momento, contrato devidamente assinado pelas autoridades competentes, constando apenas a assinatura da entidade envolvida, que teria assumido os riscos da atuação. A administração municipal reforçou ainda a necessidade de uma apuração detalhada para verificar possíveis irregularidades e garantir que situações semelhantes não voltem a ocorrer.

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