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Sem candidatos ao Governo definidos, PT e PL lançam pré candidatos ao Senado

O cargo de Senador da República como o “Olimpo” da política brasileira, composto por ex Presidentes, ex Governadores e políticos que pretendiam encerrar suas extensas carreiras políticas. Com o passar do tempo, a eleição para o Senado passou a servir também para políticos que pretendiam concorrer quatro anos mais tarde ao Executivo de seus Estados ou até mesmo nacional, uma vez que o Senador tem mandato de oito anos, e pode concorrer a outro cargo no meio do mandato sem o risco de perder o mesmo em caso de derrota.

 De 2022 para cá, a polarização nacional se estendeu para o Senado, onde as duas principais liderança do país passaram a focar na eleição do Senado como a segunda mais importante, deixando as chapas executivas mais como palanques presidenciais como também para decisão dos diretórios estaduais. A única função deles na eleição nacional seria de formar palanque para os presidenciáveis.

Como uma das atribuições do Senado Federal, é abertura e julgamento do processo de impeachment de Ministros do STF por crime de responsabilidade, formar a maioria do Senado se tronou peça chave nos projetos políticos eleitorais tanto da direita quanto da esquerda.

Em Minas Gerais, antes mesmo de definirem seus candidatos ao Governo, PT e PL já lançarem seus nomes para o Senado. O PT lançou a pré candidatura da ex Prefeita de Contagem Marília Campos, que tende a compor a chapa de Rodrigo Pacheco como candidata única da chapa, como sempre pretendeu. Outro nome da esquerda que poderia compor essa chapa seria o de Alexandre Kalil, que pretende concorrer ao Governo e tem como pré candidata em sua chapa, a ex Deputada Federal, Áurea Carolina, que pode vir a ser a segunda candidata de Lula em Minas, mesmo não estando formalmente na mesma chapa que o PT.

Já o PL, que chegou a ter sete pretendentes para o cargo, decidiu pelo nome de seu Presidente Estadual, Domingos Sávio, que vem articulando uma dobrada com o também pré candidato ao Senado, Marcelo Aro do Progressistas. Entre a candidatura própria, apoio a Mateus Simões ou a Cleitinho, a participação da dupla na chapa pode ser fator determinante para decidir quem apoiar ou lançamento de candidatura própria. Neste caso, a pré candidatura de Cleitinho levaria vantagem por não ter um nome definido para o Senado, ao contrário da chapa de Mateus Simões, tem um pré candidato ao Senado filiado justamente ao seu partido o PSD.

Além de Carlos Viana, outro nome que surge como pré candidato ao Senado é do ex Governador, ex Senador e atual Deputado Federal e Presidente Nacional do PSDB, Aécio Neves, que pode entrar na disputa com base em seu desempenho nas pesquisas e histórico como Governador do Estado.

Com três pré candidatos identificados como de direita, duas como de esquerda e um como de centro, a tendência é que nem a direita, nem a esquerda consiga eleger dois Senadores em Minas, tornando essa eleição imprevisível, mas com o candidato do partido de Flávio Bolsonaro e a candidata de Lula, levando pequena vantagem por estarem diretamente ligada aos presidenciáveis, o que não significa que ele serão os eleitos.

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