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Operador afirma que morte de cantora pode ter sido por “excesso de peso”

Justiça aponta falhas de segurança e mantém prisão de responsáveis por parque.

O operador do brinquedo conhecido como “minhocão”, Welington Borges, de 24 anos, afirmou à Justiça que o acidente que matou a jovem cantora Carolina Beatriz, de 21 anos, pode ter ocorrido devido ao excesso de peso no vagão, ocupado por quatro adultos. O caso aconteceu na noite de sábado (11/04), em um parque itinerante em Itabirito (MG), na Região Central do estado.

Segundo decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o dono e um funcionário do Minas Center Park tiveram a prisão convertida de flagrante para preventiva. A Justiça entendeu que havia possibilidade de evitar o acidente, caso o embarque não tivesse sido autorizado.

Ainda conforme a decisão, o brinquedo apresentava condições precárias, sem dispositivos adequados de segurança, contando apenas com uma barra de apoio manual. O equipamento descarrilou em alta velocidade logo na primeira volta, o que evidencia para a justiça o potencial risco estrutural grave da estrutura.

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), os dois homens, de 45 e 24 anos, foram inicialmente presos em flagrante pelos crimes de lesão corporal e homicídio culposo, ao serem ouvidos na 2ª Central Estadual do Plantão Digital.

A perícia coletou vestígios no parque para sustentar a investigação e o brinquedo foi interditado. Carolina estava na atração com familiares, incluindo o irmão, que também ficou ferido, mas já recebeu alta. O corpo da jovem foi enterrado no domingo (12/04), em Itabirito.

A defesa da família questiona as condições de funcionamento do parque e aponta possíveis falhas estruturais. Segundo o advogado Daniel Soares, há indícios de precariedade na montagem dos brinquedos.

A Prefeitura de Itabirito informou que o parque tem alvará de funcionamento e que a responsabilidade técnica e de segurança dos equipamentos envolve laudos específicos e fiscalização municipal. Já o Corpo de Bombeiros destacou que sua atuação se restringe à prevenção contra incêndio e pânico, não sendo responsável pelo funcionamento dos brinquedos.

A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer as circunstâncias do acidente.

Fonte: Estado de Minas

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