De abril a dezembro, o calendário do céu ainda reserva cometa, Lua Azul, chuvas de meteoros, eclipses e luas cheias brilhantes. A reta final de 2026 concentra datas que podem renovar o interesse de quem observa o espaço
Abril virou a chave no calendário do céu. Os eventos mais falados no começo do ano já ficaram para trás, mas a sequência restante ainda reúne cometa, chuvas de meteoros, eclipse solar total e superluas capazes de sustentar a atenção até dezembro. Da segunda metade de abril ao fim de 2026, o roteiro segue com 10 fenômenos relevantes já marcados em datas específicas. O recorte agora fica mais útil para o leitor porque concentra apenas o que ainda pode entrar no radar nos próximos meses.
Abril ainda reserva o cometa C/2025 R3 e o pico das Líridas entre os dias 21 e 22
A reta final de abril guarda um bloco importante. O C/2025 R3 tem em 17 de abril a melhor chance de observação, chega ao ponto mais próximo da Terra em 27 de abril e ainda divide espaço com o pico das Líridas entre 21 e 22 de abril. Esse trecho do mês concentra ação rápida e impacto direto para quem acompanha o céu. O cometa exige binóculo ou telescópio e tende a ganhar mais força no radar do hemisfério sul no começo de maio, enquanto as Líridas entram como a janela mais popular de abril para observar rastros luminosos durante a noite.
Maio fecha com Lua Azul e junho aproxima Vênus e Júpiter em um dos encontros mais brilhantes do ano
Depois de abril, o calendário desacelera por pouco tempo e volta a ganhar força no fim de maio. O dia 31 de maio entrega a chamada Lua Azul, fenômeno que marca a segunda Lua cheia do mesmo mês e empurra 2026 para um total de 13 luas cheias. Na sequência, os dias 8 e 9 de junho reúnem Vênus e Júpiter em uma aproximação visual forte no céu. A leitura prática é simples: trata-se de um encontro brilhante, fácil de notar e sem exigir equipamentos para chamar atenção.
Agosto reúne eclipse solar total no dia 12, Perseidas na mesma semana e eclipse lunar parcial no fim do mês
Agosto concentra o trecho mais pesado do ano. Segundo a NASA, o mês traz o eclipse solar total em 12 de agosto, o pico das Perseidas entre 12 e 13 de agosto e ainda fecha com eclipse lunar parcial em 27 e 28 de agosto. O eclipse solar total aparece com faixa principal sobre Groenlândia, Islândia, Espanha, Rússia e uma pequena área de Portugal, enquanto o eclipse lunar parcial alcança Américas, Europa, África e o oeste da Ásia. No meio desse bloco, as Perseidas chegam com o reforço da Lua nova, cenário que melhora bastante a observação.
Novembro e dezembro empurram 2026 para o fechamento com superluas em 24 de novembro e 24 de dezembro
Na reta final do ano, o calendário troca a tensão dos eclipses por um desfecho mais visual. As próximas superluas já aparecem marcadas para 24 de novembro e 24 de dezembro, duas datas que recolocam a Lua cheia como protagonista no encerramento de 2026. A importância desse trecho vai além da aparência. Quando a Lua cheia coincide com a fase de maior proximidade da Terra, ela pode parecer maior e mais brilhante, além de reforçar efeitos como marés mais altas do que o normal.
Com abril já em apresentando novos eventos, o saldo de 2026 muda de forma clara. O foco deixa de ser a promessa de um ano cheio e passa a ser a parte do calendário que ainda entrega fenômenos concretos entre abril e dezembro. Para quem acompanha o céu, o que resta não é pouco. O ano ainda preserva 10 datas fortes com potencial de mobilizar observadores, renovar a busca por janelas de visibilidade e manter o espaço no centro da conversa até o fim de dezembro.
Fonte: Click Petróleo e Gás





