A Prefeitura de Congonhas promoveu nessa terça-feira, 28, no Cine Teatro Leon, o 1º Fórum ODS 2026, reunindo autoridades, representantes de empresas, especialistas e comunidade para discutir ações voltadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), agenda global criada pela Organização das Nações Unidas para promover justiça social, proteção ambiental e desenvolvimento até 2030.
Na abertura, houve participação do programa Garoto Cidadão. Em seguida, o Arte na Escola esteve presente na execução do Hino Nacional e do Hino de Congonhas. O público contou ainda com a apresentação da Orquestra Jovens das Gerais.
O evento teve a presença do prefeito Anderson Cabido, que destacou a importância da união entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil para a construção de políticas públicas sustentáveis.

Durante seu pronunciamento, ele relembrou a criação da Agenda 21 Mineral, em 2009, iniciativa pioneira implantada em Congonhas para discutir o desenvolvimento em territórios minerados. Segundo ele, o projeto reuniu representantes do governo, empresários, trabalhadores e sociedade civil em torno de metas comuns.
Cabido também ressaltou que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável dialogam diretamente com a proposta de governo do município. “Os ODS propõem a construção de uma sociedade mais justa, mais próspera e mais sustentável, que é exatamente o grande slogan que hoje conduz o nosso projeto de governo”, afirmou.
Um dos destaques da programação foi a apresentação do Edital 2026 do Programa Nacional de Certificação ODS, conduzida por Priscila Brustin. A iniciativa reconhece organizações e projetos alinhados à Agenda 2030. Em 2025, onze projetos receberam certificação.
Na sequência, André Isnard, gerente geral da Fundação CSN, ministrou a palestra “Como medir resultados e alcançar metas com propósito”, abordando indicadores, responsabilidade social e estratégias sustentáveis.
Em seguida, foi realizado o painel “Agenda 2030 em Ação: como medir resultados e alcançar metas com propósito”, mediado por Priscila Brustin, coordenadora da Certificação ODS. Participaram do debate João Lobo (secretário municipal de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Ramon Senra (Presidente do Instituto de Agricultura Orgânica Origem e Coordenador Geral do projeto de Congonhas “Semeando Agroecologia: Ciência Tecnologia e Responsabilidade Ambiental frente, às Mudanças Climáticas”), Bruno Castilho (Gerente de Responsabilidade Social da Gerdau para o Brasil), Flávia Vieira (Gerente de Sustentabilidade do Grupo EPR) e Rebeca Souza (Analista Sênior de ESG).
Durante a mediação, ela destacou que diversas ações já desenvolvidas por instituições públicas e privadas estão diretamente ligadas à Agenda 2030. Ela citou áreas como educação, mobilidade urbana e segurança no trânsito, lembrando que cada iniciativa local contribui para metas globais.
Ao comentar a atuação da Fundação CSN, Priscila ressaltou a importância da mensuração de resultados e perguntou como a adoção dos ODS impactou a gestão da instituição.
Em resposta, André Isnard afirmou que o principal objetivo comum entre diferentes organizações é a redução da desigualdade social. Segundo ele, programas já existentes passaram a ser acompanhados com indicadores mais claros, permitindo demonstrar de forma concreta as transformações geradas.
Ele citou como exemplo o programa Garoto Cidadão, implantado em Congonhas em gestões anteriores, voltado ao atendimento de jovens em situação de vulnerabilidade. “Não temos dúvida de que o programa muda vidas, mas também passamos a nos preocupar em como medir e mostrar essa transformação para toda a comunidade”, destacou.
Já o secretário João Lobo ressaltou o papel do terceiro setor na continuidade das políticas públicas e elogiou o apoio oferecido pelo município às entidades sociais. “Em geral, muitos políticos têm medo do terceiro setor, e essa não é a realidade de Congonhas. Temos criado mecanismos para que essas entidades cresçam junto com o município”, afirmou.
Ele também destacou a criação da Casa de Apoio às Entidades, espaço estruturado para oferecer suporte técnico, jurídico e administrativo às organizações locais. “São essas entidades que muitas vezes mantêm políticas públicas importantes vivas, mesmo quando governos mudam”, completou.
Encerrando a programação, Priscila reforçou a importância da atuação conjunta entre governos, empresas e sociedade para o cumprimento das metas globais.





